Serra não teve tato político para evitar conflito, diz líder do PT

Deputado Roberto Felício afirma que conflito foi causado por recusa do governo de negociar

Ricardo Leopoldo, da Agência Estado,

16 de outubro de 2008 | 18h32

O líder do PT na Assembléia Legislativa, deputado Roberto Felício, afirmou que o governador José Serra foi "irresponsável e não teve tato político" para evitar que ocorresse o grave conflito entre policiais civis e militares nas proximidades do Palácio dos Bandeirantes, que causou pelo menos 17 feridos na tarde desta quinta-feira, 16. "Se o governador tivesse recebido uma comissão representante dos policiais civis que estão em greve todo esse conflito lamentável não teria ocorrido", comentou.  Veja também:Serra culpa CUT e PT por confronto entre polícias'Serra joga nas nossas costas problema que é dele', diz PT-SP Policiais civis e militares entram em confronto no MorumbiForça Sindical repudia confronto entre PM e Polícia CivilGaleria de fotos do conflito no Morumbi  Antes da manifestação, Serra disse que 'não negocia com greve'   Não acompanho 'detalhe', afirmou Serra Sem acordo, greve completa um mês Todas as notícias sobre a greve    Felício disse que a passeata dos policiais civis em greve, realizada desde o início da tarde desta quinta, transcorria de forma tranqüila, mas, por volta das 15 horas, chegou uma informação do Palácio dos Bandeirantes de que o governador José Serra não receberia a comissão de grevistas. "O clima ficou muito tenso e daí os conflitos surgiram", comentou.  "Ouvi de 30 a 40 estampidos de bombas e barulhos assemelhados a tiros. Fui ao portão 2 do Palácio e tentei solicitar ao Secretário da Casa Civil, Aloízio Nunes Ferreira, que o governo reconsiderasse e recebesse alguns líderes dos grevistas", disse. O deputado informou que desde às 16 horas espera uma resposta da assessoria do secretário Ferreira sobre a solicitação de recebimento dos grevistas, mas até às 18 horas não recebeu nenhuma resposta. "Espero que o governador volte atrás e receba os grevistas, o que vai tornar a solução do conflito muito mais fácil", disse o líder petista.

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