Serra lamenta morte de coronel e defende punição rigorosa

Governador diz que há hipótese de extermínio, já que comandante investigava ligação de policiais com chacinas

Anne Warth, da Agência Estado,

17 de janeiro de 2008 | 15h45

O governador de São Paulo, José Serra, lamentou nesta quinta-feira, 17, o assassinato do coronel da Polícia Militar José Hermínio Rodrigues, que comandava o policiamento da zona norte da capital paulista. Serra defendeu que os responsáveis sejam punidos de forma rigorosa. "Eu conhecia o coronel, tinha relações de amizade com ele. Era um homem sério, competente, decente, voltado à segurança das pessoas, que foi assassinado de maneira fria", disse ele.  Morre a oitava vítima de chacina em bar na zona norte de SPComandante da PM é assassinado na zona norteCoronel disse que corria risco Polícia caça pela zona norte assassino de coronel da PM ''Para ele, certo era certo e errado era errado'', diz amigo de PM assassinado    "O que eu pedi ao comandante da Polícia Militar e ao delegado-geral da Polícia Civil é que façam o máximo empenho para descobrir quem comandou esse assassinato, para fazermos uma punição rigorosa. É um homem que caiu, mas que será substituído à altura, se Deus quiser", acrescentou. Serra confirmou que uma das hipóteses por trás do crime pode ser a de extermínio, já que o coronel realizava investigações sobre as relações entre policiais militares e criminosos. "É uma das hipóteses. Eu até tenho hipóteses pessoais, mas prefiro não transmiti-las. Temos que trabalhar com várias possibilidades, e nenhuma, até agora, foi descartada, embora existam as mais prováveis", declarou.  "Chama a atenção (a chacina desta madrugada), mas não há provas de que haja uma relação. O governo do Estado, a Secretaria de Segurança, a Policia Militar e a Policia Civil são contra ações de extermínio", destacou.  Assassinato Rodrigues foi assassinado na manhã de quarta-feira, 16, quando andava de bicicleta na Avenida Engenheiro Caetano Álvares, na zona norte. Ele foi enterrado nesta quinta e, a pedido da família, não recebeu honras militares. Quase 16 horas depois de sua morte, oito pessoas foram assassinadas na primeira chacina do ano na capital, também na zona norte. O coronel da PM estava de férias e andava de bicicleta quando foi abordado por um homem que chegou ao local de moto. O atirador usou as duas mãos para empunhar a arma e fazer mira. Segundo testemunhas, a ação foi rápida e o criminoso vestia um coturno preto de cano curto. Rodrigues era responsável pela investigação da participação de PMs em chacinas na zona norte de São Paulo e, quase 16 horas após o crime, sete pessoas morreram na primeira chacina do ano na capital. O grupo estava em um bar no Jardim São Luís e duas pessoas ficaram gravemente feridas.

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