Serra diz que diretoria do Metrô decide sobre demissões

Governador negou que tenha recomendado a demissão dos grevistas

Jair Aceituno, do Estadão

04 de agosto de 2007 | 14h18

O governador de São Paulo, José Serra, negou neste sábado, 4, que tenha mandado demitir funcionários do Metrô que aderiram à greve nesta semana. "Eu não declarei nada a respeito da demissão de metroviários. Houve declarações esquentadas minhas hoje" - disse o governador ao final da visita à feira de agricultura familiar, em Agudos - a 320 quilômetros de São Paulo, na região de Bauru.   Segundo Serra, as possíveis demissões serão examinadas pela diretoria do Metrô, no começo da semana."Foi uma greve abusiva, que fez sofrer muito a população de São Paulo", disse. Na sexta-feira, 3, o governador afirmou em Sorocaba que as demissões eram consideradas como "certas". Serra não havia especificado onde seriam os cortes nem quantos funcionários seriam dispensados. "Isto é depois, primeiro é preciso garantir a volta à normalidade." Segundo a assessoria da Secretaria de Transportes Metropolitanos, devem ser demitidos supervisores em cargo de confiança que aderiram ao movimento. A paralisação dos metroviários nesta semana prejudicou 3 milhões de usuários, principalmente os 329 mil passageiros da linha vermelha (que teve todo o serviço interrompido). A greve também interferiu no trânsito.   Sem críticas Serra também evitou fazer novas declarações sobre a crise aérea, fazendo questão de enumerar obras autorizadas para a região, como a instalação de Fatecs (Faculdade de Tecnologia) e o programa de recuperação de estradas vicinais que, segundo disse, terá uma de suas maiores parcelas aplicadas na região central do Estado, onde se encontram Agudos e Bauru. Também prometeu ajudar na reivindicação regional para a instalação da estrutura de recepção e expedição de cargas no novo aeroporto regional, construído na divisa de Bauru e Arealva. Questionado sobre as alterações que vem implantando na CDHU (Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano), que terá fechados alguns escritórios regionais, disse que está fazendo isso para que os recursos da empresa pública sejam aplicados mais na construção de habitações e menos na máquina administrativa.

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