Serra diz que demissão de metroviários é resposta ao povo

Segundo o governador, "3 greves em um semestre é abuso, não tem a ver com reivindicação e democracia"

Elizabeth Lopes, da Agência Estado,

07 de agosto de 2007 | 17h02

O governador de São Paulo, José Serra (PSDB), afirmou nesta terça-feira, 7, que a demissão de 61 funcionários da Companhia do Metropolitano (Metrô) foi uma resposta do governo e do próprio Metrô à população trabalhadora de São Paulo. "Três greves em um único semestre é um abuso, não tem nada a ver com reivindicação e democracia. Tem a ver com abuso e menosprezo à nossa população", disse. E acrescentou: "Estamos solidários com a população trabalhadora e não podemos compactuar com isso, por isso estamos adotando as medidas necessárias para que esses acontecimentos não se repitam". Serra disse que as providências que estão sendo adotadas pelo governo e o Metrô incluem também a contratação de pessoal, a abertura de concurso público e a organização de um serviço de emergência. "Não queremos que a população trabalhadora de São Paulo fique refém de um sindicato que tem se caracterizado por desprezar a população. A população queria uma resposta, e o governo e o Metrô deram a resposta necessária". Na segunda-feira, o Metrô deu início à demissão de 61 funcionários que, de acordo com a empresa, não compareceram ao trabalho na quinta e sexta-feira da semana passada, durante a greve da categoria. Dentre os demitidos, há casos de supervisores e comissionados. Para preencher as vagas, será realizado um concurso público para contratação de cerca de 100 pessoas. Os metroviários que entraram em greve podem ainda ser enquadrados pelo Ministério Público na Lei de Improbidade Administrativa, que dentre as penas previstas inclui o ressarcimento dos danos causados, a perda da função pública e o pagamento de multas.

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