Serra determina investigação sobre guerra de polícias

Nota oficial do governo diz que proposta para grevistas está pronta para ser enviada à Assembléia

Da Redação,

17 de outubro de 2008 | 21h13

O governador José Serra divulgou nota oficial sobre o confronto entre policiais civis e militares, ocorrido na quinta-feira nos arredores do Palácio dos Bandeirantes. Segundo a nota, Serra ordenou uma perícia no local do conflito e nos 15 carros danificados durante o enfrentamento. A nota diz ainda que o governo requisitou as fitas com imagens gravadas pelas emissoras de televisão para a investigação da responsabilidade do confronto. "O inquérito está sendo instaurado na Corregedoria Geral da Polícia Civil, com apoio da Corregedoria da Polícia Militar", diz a nota.   Veja também: Em reunião, policiais civis organizam paralisação nacional Confronto entre policiais deixou pelo menos 32 feridos Para Serra, não houve intransigência em conflitos de São Paulo Marta acusa Serra de 'incapacidade' de negociar o confronto Confronto 'desgasta' imagem das polícias, afirma Tarso 'É preciso restabelecer a calma', diz FHC sobre conflitos em SP Policiais civis do País podem parar em apoio à categoria em SP Futuro da greve preocupa e divide sindicatos e associações Erro de planejamento piorou situação do conflito entre polícias 'Teve policial atirando contra o Palácio dos Bandeirantes', conta o jornalista Marcelo Godoy  Galeria de fotos do conflito no Morumbi Policiais civis e militares entram em confronto em SP; assista  'PM tem obrigação de manter a ordem', diz José Serra  Manifestação de Polícia Civil foi feita por "minoria", diz Marrey Paulo Pereira da Silva diz que José Serra não está aberto ao diálogo  Antes da manifestação, Serra disse que 'não negocia com greve' Todas as notícias sobre a greve       Segundo a nota, o governo considera lamentáveis as cenas de violência 'protagonizadas por uma minoria de policiais e manifestantes'. O governo diz ainda que os comandos das duas polícias estão 'unidos e trabalhando normalmente para garantir a segurança e tranqüilidade da população'.   O governo diz que já tem um projeto de lei com a proposta de reajuste salarial para os policiais civis, que estão em greve. O projeto está pronto para ser mandado para a Assembléia Legislativa logo que a greve for encerrada. "Desde fevereiro, as Secretarias de Gestão Pública e Segurança Pública vêm se reunindo com representantes dos sindicatos e associações da Polícia Civil. Nesse período, o Governo do Estado já aumentou sua proposta de valorização das carreiras policiais de R$ 350 milhões para R$ 650 milhões. É o limite da possibilidade orçamentária do Estado, que tem apenas R$ 3 bilhões por ano para dividir entre todas as áreas - ampliação do metrô, construção de hospitais e casas populares, melhoria da qualidade da educação etc. - e não pode destinar tudo à Polícia Civil. No entanto, em plena negociação, as lideranças sindicais optaram por deflagrar a greve", diz a nota.   De acordo com a nota, o índice oferecido à categoria é superior à inflação do ano. "O aumento é de 6,2% para todos os policiais civis da ativa, aposentados e pensionistas; aposentadoria especial, reestruturação das carreiras com a eliminação da 5ª classe e a transformação da 4ª classe em estágio probatório; e a fixação de intervalos salariais de 10,5% entre as classes. Pelos cálculos, 'um delegado em início de carreira, nos municípios com mais de 500 mil habitantes, passaria a receber R$ 5.524,00 e o delegado com 25 anos de carreira iria receber vencimentos de R$ 9.771,00."   Serra diz também que não se nega a negociar "mas não pode aceitar negociar com o Palácio dos Bandeirantes cercado por homens armados."

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