Serra cancela agenda em razão de confronto em SP, diz PSDB

Policiais civis e militares tiveram conflito próximo à sede do governo estadual, no Morumbi, zona sul da capital

Cida Fontes, Agência Estado

16 de outubro de 2008 | 19h47

O governador de São Paulo, José Serra, telefonou na noite desta quinta-feira, 16, para o presidente do PSDB, senador Sérgio Guerra (PE), cancelando a agenda prevista para sexta-feira, em Campina Grande (PB), com o candidato do partido na eleição municipal. A razão para o cancelamento da programação foi o confronto ocorrido nesta tarde entre policiais civis em greve e a Polícia Militar.   Veja também: Clima é tenso próximo ao palácio; são pelo menos 23 feridos Serra não teve tato político para evitar conflito, diz líder do PT Protestos nos arredores da sede do governo de SP são proibidos Tarso é evasivo ao comentar confronto das polícias em SP 'Serra joga nas nossas costas problema que é dele', diz PT-SP Força Sindical repudia confronto entre PM e Polícia Civil Galeria de fotos do conflito no Morumbi  Antes da manifestação, Serra disse que 'não negocia com greve'  Todas as notícias sobre a greve      Na conversa, segundo o senador, Serra mostrou-se indignado com a atuação de lideranças políticas como o presidente da Força Sindical, o deputado federal Paulo Pereira da Silva (PDT), que teria liderado o movimento nesta tarde em São Paulo. Paulinho teria feito um discurso "incendiário" em cima do caminhão da Força Sindical que estava estacionado nas imediações do Palácio do Bandeirantes, local onde ocorreu o confronto entre as duas polícias. Além da Força Sindical, o senador tucano citou a Central Única dos Trabalhadores (CUT), "que recebe apoio do governo e do PT", como outra entidade presente ao movimento.   "O PT não tem apenas a impressão digital do movimento. Está de corpo inteiro. Serra, que tem uma luta democrática, uma tradição de firmeza, está recebendo apoio de todos os brasileiros democratas", afirmou Sérgio Guerra, que, na condição de presidente do PSDB, telefonou para o ministro do Trabalho, Carlos Lupi, para conversar sobre a participação do seu partido, o PDT, no movimento.   O senador tucano disse que vai procurar também o presidente do PT, deputado Ricardo Berzoini (PT). O contato com os líderes partidários tem como objetivo pedir a interferência em seus partidos, uma vez que são "envolvidos explicitamente no episódio que põe em risco a democracia".   Segundo Guerra, "há uma clara influência política de setores partidários na greve em São Paulo e uma ação para estabelecer o confronto entre as polícias civil e militar, num ato completamente irresponsável que visa a atingir a autoridade do governador e criar um ambiente de insegurança que, do ponto de vista dessas forças partidárias, poderá confundir o eleitorado".   "Há poucos dias da eleição, que configura uma distância muito grande entre o Gilberto Kassab (DEM) e Marta Suplicy (PT), gestos de desespero e antidemocráticos vão se expandindo em São Paulo. Gestos esses que começaram com a declaração precária e preconceituosa da candidata do PT sobre Kassab", disse Guerra.   Segundo o governador José Serra relatou ao senador, cerca de mil policiais, em um universo de 30 mil policiais civis, estariam participando do movimento desta tarde.

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