Serra aponta Rodoanel e Metrô como saídas trânsito de SP

Para melhorar o trânsito caótico, Serra acredita que a ajuda do Estado parte da retirada veículos da cidade

Amanda Valeri, da Agência Estado,

11 de março de 2008 | 21h19

Desde o início de 2008, o trânsito na capital paulista tem piorado dia a dia. Na manhã desta terça-feira, 11, a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) registrou o índice recorde de congestionamento do ano: 186 quilômetros. Neste contexto, o governador de São Paulo, José Serra (PSDB), destacou a importância da construção do trecho Sul do Rodoanel. Veja também:Governo pode vincular construções de trechos do RodoanelMelhor proposta para Rodoanel prevê pedágio de R$ 1,17Serra comemora resultado da licitação de trecho do Rodoanel De acordo com ele, as obras deste anel viário, que desafogará o trânsito na cidade de São Paulo, estão orçadas em R$ 4 bilhões, valor considerado elevado pelo governador, devido aos custos de desapropriação e compensação ambiental. "As obras já estão aceleradas e serão aceleradas ainda mais com a outorga de R$ 2 bilhões do trecho Oeste do Rodoanel", afirmou Serra, durante coletiva no Palácio dos Bandeirantes, na capital paulista. "Com o pagamento em dia, tendo o dinheiro assegurado, nós podemos conversar com as empresas construtoras para apressar ainda mais as obras, sem comprometer a segurança e qualidade", continuou. Na manhã desta terça-feira, 11, o consórcio Integração Oeste, formado por 95% da Companhia de Concessões Rodoviárias (CCR) e 5% da Encalso Construções, ofereceu a menor tarifa, de R$ 1,1684, e venceu a licitação do trecho Oeste do Rodoanel. Para conseguir a concessão deste trecho, a concessionária terá que pagar uma outorga de R$ 2 bilhões na assinatura do contrato. Para melhorar o trânsito na Capital, Serra acredita que a ajuda do Estado parte da retirada de automóveis e caminhões da cidade. "O Rodoanel fará a ligação entre as estradas do interior e do litoral. Ou seja, eles (caminhões e automóveis) não passarão por dentro da cidade para chegar ao Porto de Santos". Outra ação citada por Serra foi que o Estado está "pisando no acelerador" nos investimento no Metrô e na Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM). De acordo com ele, sua administração está trabalhando em duas novas linhas do Metrô - Linha 4 (Luz-Vila Sônia) e novo trecho da Linha 2 - e na expansão da CPTM, tendo como objetivo transformá-la em um "Metrô de superfície". "São investimentos estruturais. Para que a pessoa use menos o carro, é preciso que existam alternativas de transporte público. E o crucial é o investimento nos trilhos", salientou Serra. Ele ressaltou ainda a importância da parceria entre o Estado e a Prefeitura de São Paulo na expansão do Metrô. "Desde os anos 70, é a primeira vez que a Prefeitura investe neste setor", observou. Serra mencionou também as obras na entrada da Rodovia Anhangüera, onde o gargalo do início da rodovia será eliminado via investimentos da concessionária AutoBan; alargamento das marginais no trecho entre as rodovias Anhangüera e Castello Branco, e entre a Nova Dutra e a Ayrton Senna, também através da ação de concessionárias; e da ampliação da Avenida dos Bandeirantes, que também será incluída na concessão. "Neste caso (Avenida dos Bandeirantes), está parado, pois uma empreiteira, que perdeu, entrou na Justiça", disse. "Essas obras não têm efeito imediato, não é para amanhã. Mas, se não começarmos hoje, no ano que vem, no próximo ano, os problemas vão continuar sem solução", emendou.

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