Daniel Carvalho/Mogi News
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Serial killer acusado de decapitar vítimas teve infância normal

Moradores da Rua Palestina, em Mogi, onde criminoso morava com os pais e o irmão, estão espantados com a violência dos crimes 

Rafael Italiani, O Estado de S. Paulo

05 de dezembro de 2014 | 03h00


MOGI DAS CRUZES - Filho de um pedreiro e de uma ajudante-geral, o segurança Jonathan Lopes de Santana, de 23 anos, teve uma infância normal, segundo os vizinhos. Nesta quinta-feira, 4, os moradores da Rua Palestina, onde o criminoso morava com os pais e o irmão, estavam espantados com a violência dos crimes que ele cometeu usando uma machadinha e um facão.

“No domingo, eu estava sentado na calçada com os amigos, tocando violão, e ele passou cumprimentando”, afirmou o operador de máquina Danilo Malaquias, de 30 anos, vizinho de Santana. “Ele teve um infância normal. Eu lembro que ele ajudou a construir o campinho onde jogávamos bola.” Há três semanas, Santana foi chamado por moradores para subir em um poste da rua e salvar uma coruja que ficou presa em um fio de alta tensão. Na mesma época, ele e o irmão reformaram a calçada e a fachada da residência da família.

Santana gostava de animais e ajudava os pais a cuidar de uma criação de galinhas no fundo da casa. O aposentado Jonas Versolino da Silva, de 86 anos, que mora ao lado da casa do segurança, tinha a ajuda do criminoso nas rotinas do dia. “Ele subia as escadas com meu filho no colo, ajudava a colocá-lo na ambulância”, contou Silva, pai de um homem de 56 anos que não pode andar e era carregado por Santana quando precisava ir ao hospital. Para outros vizinhos, o segurança era praticamente um estranho. “Eu o via passando com o irmão, sempre. Ele me parecia ser uma pessoa do bem. Minhas filhas pegavam ônibus com ele”, afirmou uma comerciante de 46 anos da Rua Palestina que preferiu não se identificar. 

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