Será só mais uma promessa?

ENTREGA DA ESTAÇÃO VILA AURORA DA CPTM

O Estado de S.Paulo

16 Novembro 2012 | 02h03

A Estação Vila Aurora da CPTM foi anunciada em 2007 pelo então governador José Serra e seria inaugurada em janeiro de 2010. Passados 5 anos, a estação não está pronta e não há prazo para a entrega. Com isso, os moradores dos bairros Cidade D'Abril, Jardim Ipanema, Vila Santa Lucrécia, Parque das Nações Unidas, Conjunto Habitacional Voith e Parque Jaraguá sofrem sem transporte na região. No horário de pico, veem-se muitas vans lotadas e ônibus clandestinos entupidos de trabalhadores. Socorro, governador!

PEDRO IVO GONÇALVES SANTOS / SÃO PAULO

A Companhia Paulista de Trens Metropolitano (CPTM) informa que as obras da Estação Vila Aurora estão em andamento e a previsão é de que sejam concluídas no 1º semestre de 2013. Em 2009, o consórcio vencedor da licitação começou as obras, porém, por conta do não cumprimento de prazos, a CPTM rescindiu o contrato, assinando com o segundo colocado da licitação, conforme prevê a Lei 8.666/93. Essa foi a razão pela qual o cronograma de entrega passou por alteração.

O leitor comenta: Moro nas imediações da futura Estação Vila Aurora e, pelo ritmo lento das obras, vai demorar mais uns 5 a 10 anos para a estação ficar pronta. Não há operários no canteiro de obras, há dias em que não há nenhuma movimentação. As ruas próximas à estação seguem sem canalização de esgoto e sem asfalto. O governador Alckmin anunciou um investimento de R$ 705 milhões na CPTM no início do ano, mas a realidade é outra. A população dessa região, uma das mais carentes de transporte público de São Paulo, tem de se virar com o transporte clandestino.

CRUZAMENTO PERIGOSO

Dois acidentes por mês

Há um problema grave no cruzamento da Rua Traipu com a Praça Silvio de Almeida e a Rua Gustavo Teixeira. É insano andar a pé nesse trecho. Não existe faixa de pedestre, a via não tem sinalização de velocidade (40 km/h). Os carros andam a uma velocidade média de 70 km/h e, em geral, há 2 a 3 acidentes por mês. Apesar de eu já ter solicitado uma solução à CET pelo site e pelo SAC por 3 vezes (há 8 meses), nada foi feito, planejado, ou respondido.

ANA LUIZA PRADO

/ SÃO PAULO

A Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) informa que vai realizar vistoria no cruzamento da Rua Traipu com a Praça Silvio de Almeida e Rua Gustavo Teixeira, a fim de identificar os problemas relatados e buscar readequações viárias que aumentem a segurança do local, conforme solicitado.

A leitora comenta: Vou aguardar pelas providências para a segurança dos pedestres nesse cruzamento tão perigoso. Gostaria de salientar a importância de prever uma sinalização de limite de velocidade e de instalação de faixa de pedestre nessa via.

REPRESA GUARAPIRANGA

Esgoto no reservatório

Escrevo como representante da organização da sociedade civil SOS Represa Guarapiranga que tem por missão a preservação e a recuperação desse manancial. Há anos fazemos gestões com a Sabesp e com os poderes constituídos para solucionar o problema do esgoto despejado in natura nos corpos d'água, que vão diretamente para o reservatório. Mas o problema continua. Um córrego, com esgoto, atravessa o Parque Ecológico do Guarapiranga e deságua no reservatório. A Sabesp o que diz? E a Secretaria Estadual do Meio Ambiente, responsável pelo parque?

CÉLIA CYMBALISTA

/ SÃO PAULO

O superintendente da Unidade de Negócio Sul, Roberval Tavares de Souza, informa que o local é atendido por rede oficial de esgoto, que é enviado para tratamento na Estação de Tratamento de Esgoto de Barueri. As redes estão operando dentro dos padrões de normalidade exigidos pela empresa e a vistoria efetuada não mostrou pontos de vazamento ou obstruções. Esclarece que a Sabesp continua à disposição para quaisquer outros esclarecimentos.

A leitora discorda: Isso não é verdade. Esse córrego passa pelo Parque Ecológico do Guarapiranga, que ainda não foi saneado e recebe esgoto in natura, que vai parar no reservatório. Todos sabemos que uma boa parte do esgoto produzido no manancial do Guarapiranga não é coletado e boa quantidade de esgoto coletada pela Sabesp não pode ser encaminhada para a rede de Tratamento de Água e Esgoto de Barueri, porque os dutos que seguiriam até lá ainda não estão prontos. Com isso, a concessionária despeja o esgoto diretamente nos corpos d'água. A situação do córrego vale uma reportagem.

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