Seqüestro de família feita refém acaba após 6 horas em Itapevi

Sete dos nove reféns eram da mesma família; assaltantes exigiram a presença da imprensa para se entregar

Camila Alves, do estadao.com.br; e Daniela do Canto, do Jornal da Tarde,

12 de setembro de 2008 | 04h15

Quatro seqüestradores invadiram uma residência na noite de quinta-feira em Itapevi, na Grande São Paulo, e mantiveram nove pessoas reféns por quase seis horas. Eles chegaram a uma casa da Rua Samuel da Rocha Galvão, na Vila Nova Itapevi, por volta das 21 horas e, armados de dois revólveres, renderam os moradores. O empresário Laudelino Guimarães Limas, de 65 anos, dono da residência, percebeu a ação dos bandidos e conseguiu fugir pelos fundos da casa. Foi ele quem acionou a Polícia Militar por telefone. Os quatro seqüestradores, entre eles um menor, se entregaram somente às 2h50 desta sexta-feira, 12. Nenhum dos reféns foi ferido.   Veja também:  Assaltantes liberam mais um refém em Itapevi   Equipes da 3ª Companhia do 20º Batalhão cercaram a área depois do chamado de Laudelino. Ao perceber a presença dos policiais, a quadrilha se dirigiu com os reféns a uma edícula nos fundos do imóvel. Com medo de um confronto, os seqüestradores exigiram a presença da imprensa no local. O Grupo de Ações Táticas Especiais (Gate), da PM, acompanhou as negociações feitas entre os policiais da Força Tática e os bandidos.   A primeira vítima a ser libertada, às 23h40, foi a esposa de Laudelino, Dirce Mariano Limas. Segundo a polícia, o seu estado de saúde era estável, mas ela chegou a ser atendida pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). Quarenta minutos depois, os seqüestradores libertaram a nora do dono da casa, Patrícia Gisele Limas. A partir deste momento, o restante das vítimas só saiu quando a quadrilha se entregou. De acordo com a polícia, o objetivo dos bandidos era assaltar a residência.   Durante o tempo em que ficaram na casa, os seqüestradores comeram e tomaram vinho. A polícia desconfia que eles também tenham tomado banho, já que pediram uma toalha a Dirce. "Os indivíduos quando entraram na casa viram que a PM tinha isolado o local, se sentiram acuados e passaram a fazer o uso de bebidas alcoólicas. Com isso, ficaram mais desenvoltos", explicou o aspirante Fabiano Charantôla. "Mas vendo que não havia possibilidade de fuga, eles também ficaram mais agressivos", completou. Charântola afirmou ainda que a quadrilha chegou a exigir coletes à prova de balas, mas a polícia não teria atendido ao pedido.   Durante toda a negociação, atiradores de elite foram posicionados em pontos estratégicos. Familiares de três dos quatro integrantes da quadrilha estiveram no local. Toda a negociação foi feita por contato visual por uma janela. Os policiais se posicionaram na casa do filho do empresário, Laudelino Júnior, que tem comunicação direta com a casa do pai.   "Eles (os seqüestradores) foram liberando as vítimas conforme fomos progredindo na conversa. Desde o começo o que pretendíamos era garantir a integridade física deles, a estrutura para que eles se entregassem com calma e a integridade das vítimas", afirmou o tenente Luiz Eduardo Picini, que comandou as negociações. "Graças a Deus ninguém se machucou e agora eles estão aqui na delegacia, bem como as armas calibre 38 e 22 que eles usaram", acrescentou.   Texto ampliado às 9h38 para acréscimo de informações.

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