'Senti um tranco forte. Fui arremessada'

Depoimento de Maria José Andrade, de 49 anos, profissional autônoma

O Estado de S.Paulo

19 de setembro de 2013 | 02h05

"Quando o acidente aconteceu, eu estava sentada e senti um tranco enorme. Foi um barulho como nunca tinha ouvido em minha vida. Fui arremessada para o outro lado do vagão. Todo mundo entrou em pânico e ninguém entendia o que estava acontecendo.

Bati minha barriga em um banco e era tanta dor que pensei que meu estômago tivesse saído do corpo.

Foi sorte ter sido jogada para o outro lado, porque depois notei que uma barra de ferro entrou exatamente onde eu estava sentada. Se eu tivesse lá, teria perfurado todo o meu corpo. Fiquei desesperada. Caí no chão e não conseguia respirar. Minha cabeça sangrou, pois tive um pequeno corte, e a vista escureceu. Eu não estava enxergando mais nada, até que desmaiei. Ou dormi, não sei. Foi uma sensação muito estranha e apagou tudo. Só acordei no hospital.

No pronto-socorro fizeram os primeiros curativos. Depois, fizeram vários exames: raio X, tomografias da cabeça e do abdome, exame de sangue. Mas médico nenhum vinha falar comigo. Quando recebi alta, foi uma enfermeira que chamou a minha filha. Ela então exigiu falar com um médico, que disse que estava tudo bem. As dores devem ser ainda maiores amanhã, por causa do forte impacto. Não estou conseguindo ouvir bem com o ouvido direito."

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