Sensação do jazz abre BMW Festival em SP

Sensação do novo jazz, o trompetista Ambrose Akinmusine mostrou por que está sendo chamado de "mestre do pos-bop", deixando extasiados cerca de 3 mil pessoas que lotaram o Via Funchal na primeira noite da 2.ª edição do BMW Jazz Festival, em São Paulo.

JOTABÊ MEDEIROS, O Estado de S.Paulo

09 de junho de 2012 | 03h04

Com uma pegada ao estilo do Freddie Hubbard, Akinmusine abriu a noite com Richard, na qual deu mais espaço ao saxofonista Walter Smith III que a seu próprio instrumento. O quinteto do trompetista é seguro e toca há muito tempo junto, à exceção do pianista, Sam Harris.

A noite do jazz teve uma composição novíssima do músico. Akinmusine não é música fácil, é de se maravilhar. Seu show foi seguido da festa de sanfonas de Bebê Kramer, Toninho Ferragutti e convidados. O honorável veterano Chick Corea, discípulo de Bill Evans, encerraria a noite de ontem.

Programação. O festival segue hoje com jornada tripla, a partir das 20h30. Abre a noite o Clayton Brothers Quintet, fundado em 1977 pelos irmãos John e Jeff Clayton. Eles mostram canções de seus últimos dois discos.

A segunda atração da noite é uma das maiores revelações da música americana recente, o jazzista Trombone Shorty, codinome de Troy Andrews. "Não posso mais tocar como tocava Louis Armstrong, a vida mudou. Não é só porque cresci em New Orleans que vou tocar como tocavam há 50, 70 anos, tenho de correr meus próprios riscos."

Por fim, fechando a noite, entrará a big band do saxofonista Maceo Parker, que foi um dos homens-chave do grupo do funkeiro James Brown.

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