Sensação de insegurança esvazia carnaval em SC

A sensação de insegurança, após 83 ataques em nove dias em Santa Catarina, esvaziou ontem o carnaval de rua de Florianópolis na primeira noite de folia. Blocos desfilaram sem o número tradicional de integrantes. Além disso, os ônibus urbanos circularam das 20 às 23 horas em comboios escoltados por batedores da polícia. E não haveria serviço de madrugada.

JÚLIO CASTRO, ESPECIAL PARA O ESTADO, FLORIANÓPOLIS, O Estado de S.Paulo

09 de fevereiro de 2013 | 02h03

As restrições na mobilidade dos foliões - que dependem de táxi ou de ir a pé - fazem do carnaval 2013 um dos mais impopulares da história. O prefeito César Souza Júnior determinou que os bailes públicos terminassem mais cedo e também sugeriu à população que aproveitasse os shows que acontecerão na região central da cidade no período da tarde.

"Não vou ficar por aqui com esse clima. Amanhã cedo já vou para casa de praia e ficar sossegado por lá até quarta-feira", disse o consultor de vendas José Luiz Rodrigues. A fuga para as praias foi a alternativa encontrada por muitos moradores da cidade.

Ataques. Mais nove ocorrências foram registradas entre a noite de quinta-feira e a tarde de ontem. Às 12h50 de ontem, um ônibus foi incendiado em Rio do Sul. Em Tubarão, um carro e um caminhão foram queimados. Em São José, bandidos atearam fogo em um ônibus. Em Palhoça, um homem queimou uma vitrine. Houve incêndios em veículos em mais 4 cidades.

A polícia atribui os crimes à facção Primeiro Grupo Catarinense. Eles seriam represália a medidas adotadas em presídios.

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