Nilton Fukuda/AE
Nilton Fukuda/AE

Senna vai dar nome a estação em SP

Homenagem será no bairro em que piloto morava

Caio do Valle e Tiago Dantas, O Estado de S.Paulo

29 Julho 2011 | 00h00

O piloto Ayrton Senna está prestes a ganhar mais uma homenagem em São Paulo. Após batizar uma rodovia entre a capital e Guararema, no interior paulista, e um túnel sob o Parque do Ibirapuera, o tricampeão mundial dará nome, agora, a uma estação de Metrô. O decreto para que a parada Jardim São Paulo, na zona norte, se chame Jardim São Paulo - Ayrton Senna foi publicado em dezembro de 2009. Mas só em outubro deste ano o Metrô deve oficializar a mudança.

A companhia informou ontem que o nome vai aparecer nos mapas da rede que ficam dentro de todas as estações do Metrô. Os cartazes deverão ser trocados nos próximos três meses, pois estão desatualizados, como mostrou reportagem publicada ontem. A companhia disse, ainda, que não há prazo para alterar a "comunicação visual da estação", o que significa que o totem da entrada não deve mostrar o nome do piloto tão cedo.

Escultura. Se depender de moradores do Jardim São Paulo, o nome não será a única mudança na estação. Idealizadores da homenagem, o empresário Luiz Carlos Kechichian, de 51 anos, e o designer e artista plástico Paulo Soláriz, de 59, planejam instalar uma escultura de Senna no local. "É uma homenagem mais do que justa", afirma Kechichian. "Senna nasceu e cresceu aqui no bairro, na Rua Condessa Siciliano. É um grande orgulho para a zona norte", conta o empresário.

Para viabilizar o projeto, a dupla contaria com doações de comerciantes e empresários da região. "Na época em que a lei foi aprovada na Assembleia Legislativa, cheguei a fazer uns esboços. Acabou demorando um pouco, mas é uma questão de ir atrás dos trâmites para levar para a frente", diz Soláriz, autor de uma escultura de quase três metros do piloto, feita de resina e fibra de vidro e exposta no Conjunto Nacional, na Avenida Paulista.

Passageiros. Entre os passageiros que passavam ontem pela estação, a mudança no nome causava polêmica. "Gostava do Senna, mas acho que mudar o nome da estação é besteira. Pode até confundir as pessoas que já estavam acostumadas", diz o aposentado Carlos Manoel de Souza, de 72 anos. "Desde que não tirem o "Jardim São Paulo" do nome, não vejo problema", avalia o químico Luís França, de 31.

A última mudança de nome de estação havia acontecido em 2009, com Santos-Imigrantes, na Linha 2-Verde.

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