'Sempre apresentamos prova de que ele não é o autor'

SÃO PAULO - A advogada Flávia Artilheiro é categórica em afirmar que o seu cliente, o policial militar Fabrício Emmanuel Eleutério, é inocente de todas as acusações de envolvimento em assassinatos. “Ele sempre aparece como suspeito nas investigações. Mas sempre apresentamos provas de que ele realmente não é o autor desses crimes bárbaros.”

O Estado de S. Paulo

12 de setembro de 2015 | 20h21

Eleutério ficou um pouco mais de um ano preso por suspeita de participar da chacina de 5 de fevereiro de 2013 e pelo atentado que deixou quatro feridos, em Carapicuíba, no dia seguinte. Dias antes, o policial militar Luis Carlos Nascimento Costa foi morto a tiros.

“O Fabrício tinha contatos com o Luis Carlos. Por isso, houve a suspeita de que ele teria se vingado da morte dele, o que, de fato, nunca aconteceu. O processo prova isso.”

Segundo a advogada, a defesa esperou o andamento das investigações para que a própria Justiça decidisse impronunciá-lo. “A decisão de soltá-lo partiu da própria juíza que preside o caso”, afirmou.

Flávia não descarta a existência de grupos de extermínio formados por policiais. “A questão é que se, de fato, isso existe os verdadeiros responsáveis ainda não foram punidos.”

Para ela, o PM Eleutério é uma “pessoa de bem e pai de família”. Sobre a mais recente acusação que o coloca como participante da execução de 19 pessoas, Flávia diz que já apresentou “provas técnicas” que tiram o policial da cena dos crimes em Osasco e Barueri.

“No horários em que os assassinatos ocorreram, ele conversava comigo pelo WhatsApp, pois havíamos conseguido uma liminar na Justiça sobre outro processo. Nessa decisão, ele já estava proibido de sair à noite. Não há a menor possibilidade de ele estar envolvido nisso”. A defesa acredita que o PM deve ficar preso provisoriamente por questão de segurança.

Outros suspeitos.Os homens da Corregedoria da PM e do Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP) investigam outros 17 policiais militares e um segurança (casado com uma PM) por participação na chacina. O Tribunal de Justiça Militar decretou, juntamente com a Justiça comum, sigilo nas apurações.

O secretário Alexandre de Moraes disse que os trabalhos avançaram. “Completamos nesta semana o cruzamento das réguas de todos os celulares apreendidos, o que nos forneceu uma série de informações importantes para que se realize o cruzamento com as testemunhas. Estamos avançando”, garantiu. [TEXTO]/ A.H. e F.R.

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