Tiago Queiroz/Estadão
Tiago Queiroz/Estadão

Semana deve ter tempo seco e sol em São Paulo

Umidade relativa do ar pode ficar abaixo dos 30%, nível considerado de 'atenção' pelo CGE

Felipe Resk, O Estado de S. Paulo

24 Julho 2017 | 18h33

SÃO PAULO -  Dias de sol e de céu aberto: a semana do paulistano promete ser de tempo seco e de temperaturas acima da expectativa. Com nível de chuva muito abaixo da série histórica para o mês de julho, São Paulo deve entrar em estado de atenção para umidade relativa do ar.

Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), a temperatura pode chegar a 26°C nesta segunda, enquanto a mínima é de 15º C - não há previsão de chuva. Para o dia seguinte, o prognóstico é a mesmo. Já na quarta-feira, 26, a máxima chega até a 25.º C e tem mínima de 14.ºC. Não

Estações meteorológicas do Centro de Gerenciamento de Emergências (CGE), da Prefeitura de São Paulo, registraram nesta manhã, às 11h45, variações em torno dos 23.ºC nos termômetros da cidade. Na maior parte dos locais, a taxa de umidade estava acima dos 37%, mas deve cair ao longo do dia.

"Nesta semana, teremos temperatura mínima acima da média para o período de julho, que é de 12,6.º C", afirma o meteorologista Adilson Nazário, do CGE. "Mas nos extremos - geralmente, em Pirituba, Jaraguá, Perus, Capela do Socorro, Parelheiros e São Mateus - costuma haver uma temperatura diferenciada por causa do microclima."

Ar seco. Durante a semana, uma massa de ar seco deve ganhar força, reduzindo a umidade relativa do ar abaixo dos 30% - nível considerado de "atenção" pelo CGE. Se cair a menos de 20%, a cidade entra em estado de "alerta". Abaixo de 12%, é "emergência".

"Na semana passada, tivemos uma frente fria e uma massa de ar frio de origem polar, por isso o frio acentuando", explica Nazário. "Agora, está predominando o ar seco, que não permite a formação de nuvens. Com a maior exposição da radiação solar, chegando à superfície desde cedo, o calor retorna para atmosfera sem ter nada para amortecer."

O especialista alerta que a condição de bloqueio atmosférico e a falta de chuva aumentam a concentração de poluentes no ar, o é que prejudicial à saúde das pessoas, além de facilitar a propagação de queimadas.

Há 41 dias, São Paulo não tem chuva significativa. Neste mês, a CGE registrou apenas 0,3 milímetro de precipitações na cidade, enquanto a média de julho é de 46,6 mm. No ano passado, o tempo também estava seco e só choveu 6,6 mm.

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