Fernando Sampaio/AE 24/2/1997
Fernando Sampaio/AE 24/2/1997

Semana de moda faz 15 anos mais profissional

De evento em shopping à estrutura atual, SPFW consolidou a indústria fashion no País

Flavia Guerra, O Estado de S.Paulo

28 Janeiro 2011 | 00h00

Em 15 anos de existência, o maior evento de moda do Brasil mudou de nome, de endereço, de conceito e, principalmente, mudou a cabeça das pessoas e a visão de moda no País. Como diz seu criador e organizador, Paulo Borges, a São Paulo Fashion Week ajudou a mostrar para o brasileiro que moda é muito mais que roupa. "É questão de autoestima, expressão, comportamento, cultura, modo de vida, indústria", disse Borges ao Estado em outro grande evento, a Fashion Rio, que há três edições é organizada pela Luminosidade, também responsável pela SPFW.

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Se no Rio o tema da última edição exaltava a alma carioca, em declarada busca pela afirmação da capital fluminense no cenário de moda mundial, em São Paulo a busca não é diferente. Mas o foco desta edição não poderia deixar de relembrar a trajetória da semana que mudou a história da moda brasileira. Borges, que há 30 anos trabalha com moda, resolveu criar a Fashion Week (que nasceu Morumbi Fashion, em 1996) porque viajava muito para as semanas de moda europeias e não via nada parecido no Brasil. "Quando a economia brasileira começou a se acertar e estabilizar, decidi que era hora de tirar a ideia do papel."

Hoje, mais que desfiles de moda e de celebridades, a maior semana de moda da América Latina já viu mais de 2 milhões de pessoas passarem por seus corredores. "Fora os eventos paralelos que mobilizam toda a indústria têxtil, que no Brasil reúne 30 mil empresas e emprega quase 2 milhões de pessoas e movimenta R$ 50 milhões por ano", comemora Borges.

Na lista de momentos memoráveis, impossível não citar o primeiro desfile de Gisele Bündchen. Foi ainda no Morumbi Fashion, em 1997, no desfile da Forum, que a über model, ainda uma new face, subiu com um gatinho a tiracolo e começou a trilhar o caminho que a tornaria a top das tops.

Outro desfile inesquecível foi A Costura do Invisível, em que Jum Nakao botou suas tops para literalmente rasgar a fantasia. Em vez de uma coleção tradicional, trouxe "bonequinhas de papel" para desconstruir e discutir o papel da moda no Brasil. Papel este que também foi tema de Ronaldo Fraga em 2007, quando, com inspiração chinesa, discutiu o uso das matérias primas da China tanto no tema quanto na indústria têxtil.

Para tornar a comemoração da 30.ª edição mais memorável ainda, o ator americano Ashton Kutcher desfila no domingo para a Colcci (ao lado de Gisele Bündchen e Alessandra Ambrósio). Sua mulher, a também atriz Demi Moore, vai estar na primeira fila.

Outra celebridade que vai desfilar é a veterana de SPFW Paris Hilton. Ela estará na apresentação da Triton, na sexta-feira. A top mais comentada do momento, a transexual brasileira Lea T. (estrela da Givenchy) veio de Milão, onde vive, direto para a passarela de Herchcovitch (feminino), para quem desfila amanhã.

Quem não desfila mas promete movimentar a semana (provando que nem só de passarela vive uma semana de moda) é Christina Aguilera. A cantora chega para gravar um comercial e divulgar a linha de roupas, lingerie, sapatos e bolsas que criou para a C&A. Na lista de celebridades nacionais, Lobão se apresenta no desfile da Reserva, que escolheu o tema Decadence avec Elegance para seu desfile de segunda.

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