Sem transporte público, é paliativo para paciente de UTI

Análise: Creso de Franco Peixoto

, É PROFESSOR DO CURSO DE ENGENHARIA CIVIL DO CENTRO UNIVERSITÁRIO DA FUNDAÇÃO EDUCACIONAL INACIANA (FEI), MESTRE EM TRANSPORTES, O Estado de S.Paulo

06 Março 2012 | 03h06

Com a redução nos índices de congestionamento na manhã de hoje (ontem), uma maior fluidez foi perceptível nos horários de pico. Ganha o trabalhador que vive nos subúrbios paulistanos, ganha o executivo da grande metrópole.

Contudo, entre os períodos de rush - quando a cidade parece menos acometida pela doença do congestionamento -, agora parece para o motorista que o trânsito está ruim o dia todo. Isso porque os motoristas de veículos de carga ficam esperando as horas "livres" para poder trafegar.

A restrição causa uma situação análoga à do paciente que é levado diversas vezes para o hospital na iminência de um derrame. Passa a dor de cabeça do doente, mas não cura seus males.

O remédio existe: transporte público urbano. Bus Rapid Transit (BRT), metrô. Esperemos que o poder público parta efetivamente para a melhoria e implementação de reais planos de saúde para a viagem urbana, focados em transporte rápido e confiável. A possível reprovação popular à redução do espaço para os carros será trocada pelo reconhecimento da "alta do paciente", como um ente querido que sai do hospital para o convívio pleno, sem precisar de telefone de emergência toda noite.

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