Sem-tetos se acorrentam em frente ao apartamento de Lula

Protesto serve para reivindicar grupo no programa Minha Casa, Minha Vida; já são seis presos a postes de luz

Agência Brasil,

10 de julho de 2009 | 16h40

Mais um integrante do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) foi acorrentado a um poste de luz em frente ao prédio onde fica o apartamento do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em São Bernardo do Campo, no ABC paulista, nesta sexta-feira, 10. Agora são seis presos por correntes, dos cerca de 200 manifestantes que acampam no local desde a tarde de quarta-feira (8).

 

Eles reivindicam a inclusão no programa Minha Casa, Minha Vida e a aceleração dos processos de desapropriação de áreas ocupadas pelo movimento, de modo a impedir ações de despejo contra as famílias que estão nesses locais.

 

A cada dia que passa sem ser recebido por representantes da Presidência, o grupo acorrenta um novo integrante. Segundo um dos sem-teto presentes no protesto, Zezito Auro da Silva, a previsão era de que outro manifestante seria preso às 14h, quando a ação completaria 48 horas.

 

A ideia de tentar chamar a atenção do presidente Lula surgiu porque os sem-teto acreditam que há a necessidade de envolvimento do governo federal na solução dos problemas de habitação no estado. "Só o governo dos estados e municípios não tem condições de resolver o problema de habitação de São Paulo", afirmou Auro da Silva, em entrevista à Agência Brasil.

 

Os manifestantes dizem representar cerca de 18 mil famílias dos municípios de Sumaré, Itapecerica da Serra, Taboão, Embu das Artes, Osasco, Guarulhos, Mauá e São Paulo.

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