Márcio Fernandes/Estadão
Márcio Fernandes/Estadão

Sem-teto protestam por moradia na frente da Prefeitura de SP

Grupo era formado por cerca de 800 pessoas, segundo a Polícia Militar; já os manifestantes afirmam terem reunido 5 mil participantes

Felipe Resk, O Estado de S. Paulo

04 Dezembro 2014 | 16h28

SÃO PAULO - Um grupo de sem-teto realizou um ato para reivindicar moradias, em frente ao prédio da Prefeitura, na região central de São Paulo, no início da tarde desta quinta-feira, 4. Segundo a Polícia Militar, o grupo era formado por cerca de 800 pessoas. Já os manifestantes afirmam que eram cerca de 5 mil.

A manifestação bloqueou o Viaduto do Chá, nos dois sentidos, por cerca de duas horas, afirma a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET).  O trânsito na região foi interrompido entre meio-dia e 14 horas.

O protesto foi organizado por três movimentos: a Frente de Luta por Moradia (FLM), a União dos Movimentos de Moradia (UMM) e a Unificação das Lutas de Cortiço (ULC). “A gente quer ter uma respostas real que todos os trabalhadores de baixa renda vão ser atendidos pelos programas de moradia”, afirmou Antônia Nascimento, uma das coordenadoras do FLM.

A concentração aconteceu em dois pontos da região central de São Paulo e começou às 10 horas. Enquanto um grupo se reuniu na Praça da República, outra parte se encontrou na Praça da Sé. Os grupos se encontraram em frente ao Edifício Matarazzo, sede da Prefeitura, junto ao Viaduto do Chá. Durante a passeata, algumas vias, como a Rua Coronel Xavier de Toledo e a Avenida São Luís, foram interditadas.

O secretário municipal de Habitação, José Floriano, se reuniu com uma comissão de moradores para ouvir as reivindicações dos movimentos. Representantes das secretarias municipais de Relações Governamentais e do Governo também estiveram presentes. Os movimentos reivindicam uma reunião com o prefeito Fernando Haddad.

Reintegrações. Pela manhã, a Polícia Militar cumpriu duas reintegrações de posse em prédios ocupados na região central e na zona leste. As desocupações foram pacíficas.

No centro, o prédio, localizado na Rua 24 de Maio, era habitado por cerca de 97 famílias, quase 400 pessoas ao todo, segundo a Secretaria de Segurança Pública (SSP). Os moradores fazem parte do Movimento de Luta por Moradia no Centro (MLMC) e da Frente de Luta por Moradia (FLM).

O outro edifício, na Avenida Celso Garcia, zona leste, abrigava cerca de 600 pessoas, ligadas ao Movimento de Luta Social por Moradia (MLSM).

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