NILTON FUKUDA/ESTADÃO
NILTON FUKUDA/ESTADÃO

Sem-teto ocupam Secretaria de Habitação de São Paulo

Militantes estão no saguão do prédio e pedem negociação sobre ocupação em São Bernardo do Campo

Bibiana Borba, O Estado de S.Paulo

06 de dezembro de 2017 | 16h17
Atualizado 07 de dezembro de 2017 | 07h30

SÃO PAULO - Cerca de cem militantes do Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto (MTST) ocupam a sede da Secretaria Estadual de Habitação de São Paulo, no centro da capital, desde a tarde desta quarta-feira, 6. Eles passaram a noite no local. Até a manhã desta quinta-feira, 7, os manifestantes continuavam na frente da secretaria. O movimento é pacífico e a circulação de veículos no local segue normal. 

Durante a tarde, eles entraram correndo no prédio público, localizado na Rua Boa Vista, próximo à região comercial da Rua 25 de Março, e permanecem no saguão. Os funcionários não foram impedidos de trabalhar, segundo o movimento. 

+++ Caetano marca show no Largo da Batata em apoio ao MTST

A principal reivindicação do grupo é relacionada à ocupação do MTST em São Bernardo do Campo, na região do ABC, onde vivem cerca de 7 mil famílias. No final de outubro, moradores e apoiadores fizeram uma caminhada de mais de 20 km para pressionar o governo do Estado de São Paulo a desapropriar a área, que pertence a uma construtora.

+++ TJ-SP mantém reintegração de posse em São Bernardo, mas determina reunião antes

Na ocasião, o governo anunciou que havia se comprometido a "negociar novos empreendimentos habitacionais" em São Paulo - o que foi considerado um avanço pelo MTST. Agora, os manifestantes dizem que não vão deixar o prédio da secretaria até terem algum avanço na naegociação como garantia.

Em nota, a Secretaria de Estado da Habitação informou que "tem mantido diálogo permanente com os representantes do MTST, por meio de audiências e conversas telefônicas, para tratar sobre a ocupação de São Bernardo do Campo". Representantes da pasta estão reunidos com líderes do movimento nesta tarde.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.