José Luís Conceição/AE
José Luís Conceição/AE

Sem-teto mantêm acampamento após reintegração de posse

Moradores foram retirados de terreno no Capão do Redondo na segunda; houve confronto com policiais

Agência Brasil,

25 de agosto de 2009 | 16h51

Um grupo de famílias ainda permanece acampado nesta terça-feira, 25, em frente a um terreno de propriedade particular, no Capão Redondo, zona sul de São Paulo, onde na segunda-feira houve um processo de reintegração de posse, com a retirada de cerca de 800 famílias em meio a um confronto entre moradores e policiais militares. Apesar de persistir o clima de insatisfação no local, a situação estava tranquila até o fim desta manhã, conforme informaram representantes da Polícia Militar (PM) e líderes dos sem-teto.De acordo com a PM, estão no acampamento improvisado cerca de 100 pessoas.

 

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O coordenador geral da Frente de Luta por Moradia (FLM), Osmar Borges, informou que os rumos do movimento serão definidos em assembleia nesta tarde. Borges disse que todos os barracos que existiam no terreno, invadido há dois anos, foram totalmente destruídos e, como 70% das famílias não têm para onde ir, parte delas decidiu continuar em frente ao local. Para passar a noite, alguns improvisaram abrigos com lonas. Segundo a coordenadora da FLM na zona sul, Felícia Mendes Dias, o movimento tentou convencer o proprietário do lote a permitir que as famílias ficassem no local. "Mas eles estão irredutíveis", afirmou Felícia.

 

A Companhia Metropolitana de Habitação de São Paulo (Cohab), vinculada à Secretaria Municipal de Habitação, informou, em nota, que, mesmo se tratando de um terreno particular, no dia de ontem (24), um diretor da companhia esteve no Fórum de Santo Amaro tentando "interceder pelo adiamento da reintegração, sem sucesso". A Cohab disse ainda que recebeu, na semana passada, uma lista de atendimentos emergenciais e a relação completa das famílias que estavam vivendo há cerca de um ano e meio na área invadida. De acordo com a nota, a Cohab manterá as negociações com a FLM, visando à concessão de crédito com subsídio para a compra da casa própria para as famílias que tiverem renda. Segundo a companhia, esse processo de negociação envolve cerca de 100 procedimentos.

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