AFP PHOTO/Nelson ALMEIDA
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Sem-teto levam caminhão-pipa de 5 mil litros para protesto

Integrantes do MST, da CUT, de coletivos e partidos políticos como PSOL também participam do ato contra a falta de água em SP

Mônica Reolom, O Estado de S. Paulo

26 Fevereiro 2015 | 18h25

Atualizada às 21h02

SÃO PAULO - O Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) reúne cerca de 10 mil pessoas, segundo a Polícia Militar, e 12 mil, segundo o movimento, em um ato contra a falta de água. Os manifestantes se concentraram no Largo da Batata e seguiram em direção ao Palácio dos Bandeirantes, onde chegaram por volta das 20h30 desta quinta-feira, 26. O Shopping Iguatemi foi fechado preventivamente por causa da manifestação. 120 policiais militares acompanham o ato. 

Integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), da Central Única dos Trabalhadores (CUT) e de alguns coletivos, além de partidos políticos como PSOL, também se participam do ato. Há crianças, adultos e idosos vestindo vermelho. Por volta das 21h, o coordenador do MTST, Guilherme Boulos, disse que uma comissão seria recebida no Palácio para negociações. 


"O problema da água é incrível. Quem mais sofre são os mais pobres, que não têm dinheiro para comprar galões e galões de água mineral. E, quando chove, de novo são os mais pobres que sofrem com os alagamentos. Tudo isso não é culpa do São Pedro, é culpa de políticos", disse Luciana Genro (PSOL), que participa do protesto. 

Um caminhão pipa com 5 mil litros de água potável foi contratado pelo movimento para fazer a marcha. Integrantes do MTST fazem a escolta do caminhão com armas feitas de canos, para simular uma situação de roubo de água. A água não será usada pelos manifestantes.  

"Milhões de pessoas estão sendo afetadas há meses por um racionamento seletivo, principalmente na periferia e região metropolitana. A gente defende um plano emergencial a ser adotado pelo governo, que inclua distribuição de caixas de água e cisternas, abertura de poços artesianos,  transparência em relação ao uso da água poluída da Billings e nenhum tipo de reajuste na tarifa", disse Boulos. 

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