'Sem policial, bandido não fica intimidado', diz vítima

Engenheiro que teve mala furtada na fila do táxi em Congonhas cobra da polícia efetivo maior no terminal

O Estado de S.Paulo

03 de junho de 2012 | 03h07

O engenheiro Jorge Bayerlein, de 53 anos, esperava um táxi no Aeroporto de Congonhas quando teve uma mala furtada, na última terça-feira. Ele afirma que deixou a bagagem no carrinho - e a noiva tomando conta -, saiu por alguns minutos e, quando voltou, o ladrão já havia agido.

"Como um bandido pode se sentir intimidado se não tem a presença de um policial na plataforma?", questionou. "Tive de correr um quilômetro dentro do aeroporto para achar um policial, que estava na mesa dele."

O engenheiro afirmou que, além do computador, os criminosos levaram também os documentos dele. "Não atrapalharam só a minha estada em São Paulo, mas a minha vida. Passei um dia no Poupatempo tirando documentos."

Depois do crime, os ladrões continuaram a fazer vítimas em Congonhas. Um dia depois de furtar o engenheiro, criminosos aproveitaram a distração de um fisioterapeuta de 32 anos que estava em uma cafeteria e levaram a mala dele.

Na quinta-feira, ainda no mesmo aeroporto, uma policial civil percebeu a ação de um criminoso que tentava furtar outro passageiro no terminal. Saiu correndo atrás dele, mas o homem conseguiu fugir.

A ação da policial não impediu que, na quinta-feira, uma pessoa tivesse um notebook furtado no mesmo terminal.

Desde o começo deste ano, segundo informações da Polícia Civil, seis pessoas foram presas por furto no Aeroporto de Congonhas - nenhuma delas era brasileira.

Policiamento. O capitão Sérgio Ferraz, do 12.º Batalhão da Polícia Militar, responsável pela área de Congonhas, afirma que a corporação tem um posto no saguão. "O efetivo do posto são três policiais. Dois assumem essa viatura e fazem patrulhamento ao redor do aeroporto e dentro do terminal também. O outro fica no posto enquanto o aeroporto está funcionando", disse o policial. De acordo com o oficial, a maior demanda dos policiais militares é na área externa de Congonhas.

A Infraero afirma que tem vigias atuando dentro dos aeroportos de São Paulo e que também tem um sistema de monitoramento eletrônico.

"Os sistemas de Congonhas e de Guarulhos passaram por modernizações recentes, com a instalação de câmaras em locais estratégicos", afirma nota da estatal. / A.R.

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