Sem inaugurar obras, Kassab deixa projetos de herança

Cenário: Adriana Ferraz

O Estado de S.Paulo

24 de fevereiro de 2012 | 03h08

Quando assumir a gestão, em janeiro de 2013, o próximo prefeito da capital terá uma lista de obras a tocar - e a pagar, principalmente. Com o lema de que "não tem interesse em inaugurar obra nem pôr nome em placa", o prefeito Gilberto Kassab (PSD) se especializou, nos últimos seis anos, em fazer projetos - e deixá-los como herança. O novo plano viário da zona sul já faz parte da lista. Sem previsão no orçamento deste ano, o pacote já nasce como promessa. Só vai vingar se a futura administração aceitar pagar R$ 425 milhões por ano na ideia.

Coincidência ou não, as obras destinadas a melhorias viárias na zona sul representam boa parte da "dívida" de Kassab. Além do novo pacote, a gestão atual ainda está devendo a construção do Complexo Burle Marx e os prolongamentos das Avenidas Doutor Chucri Zaidan e Jornalista Roberto Marinho, em projeto que inclui o polêmico túnel até a Rodovia dos Imigrantes. Só essa intervenção está orçada em R$ 2,4 bilhões.

Parte dessa lista, porém, já foi herdada por Kassab. A duplicação da Avenida M'Boi Mirim, por exemplo, vem sendo reivindicada pela população há mais de 20 anos. Tanto é que está no Plano de Metas da Prefeitura e deve ficar lá até o fim da gestão. E não será a única. À frente, está a prometida transformação da cracolândia na chamada Nova Luz.

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