Sem fiscalização, foliões urinam na rua durante Carnaval de São Paulo

Festa conta com 900 banheiros públicos, mas foliões dão as mais variadas desculpas para não utilizá-los; cidade não tem lei específica contra "mijões"

Edgar Maciel , O Estado de S. Paulo

08 Fevereiro 2015 | 18h56

SÃO PAULO - Mesmo com os mais de 900 banheiros públicos espalhados pela cidade neste pré-carnaval, os mijões estão deixando suas marcas nas ruas dos bairros Vila Madalena e  Pinheiros. A infração é facilitada, já que não há fiscalização da Prefeitura.

Encontrar os porcalhões no Carnaval de Rua de São Paulo não é nada difícil. Aproxime-se de qualquer bloco nas ruas da zona oeste, olhe para postes, fachadas de prédio e pequenos terrenos vazios e o cheiro de urina estará presente.

Na Rua Inácio Pereira da Rocha, mais de 400 foliões pulavam carnaval na tarde deste domingo, 8, no bloco Zé e Maria. A 500 metros da festa,  10 banheiros móveis estavam disponíveis e passaram boa parte do tempo desocupados. Já os muros das casas viraram o alvo das necessidades. "Eu sei que é errado, mas se a gente perde tempo de ir no banheiro acaba não curtindo a festa", disse um morador da zona sul de São Paulo, que não quis se identificar.

Não muito longe dali, na Avenida Sumaré, os mijões utilizavam as rodas dos carros para aliviar as doses de cerveja. O turista português, Ricardo Fagundes, reclamou da infraestrutura do carnaval. "Admito que faço na rua porque os banheiros químicos estão muito longe dos blocos. Fica difícil caminhar até lá", alega.

A reportagem do Estado conversou com agentes da Guarda Civil Municipal, que afirmaram não haver fiscalização para coibir a infração. Em cidades como Rio de Janeiro e Salvador há multa específica para os mijões.

No Rio, a Secretaria Municipal de Ordem Pública penaliza com uma multa mínima de R$ 170,00, que pode triplicar e chegar a R$ 510,00. Em Salvador, a Lei do Lixo prevê punição de até R $ 2.016 para pessoa física.

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