Sem espaço para caminhar

PARQUE IBIRAPUERA - CALÇADAS RETIRADAS

O Estado de S.Paulo

08 de agosto de 2012 | 03h02

É aviltante, lamentável e inadmissível o que vem fazendo a administração do Parque do Ibirapuera: eles estão destruindo todas as calçadas existentes no parque. O que justifica tamanho desperdício de recursos? Por onde as pessoas com mais idade farão suas caminhadas? No meio de ciclistas e skatistas? O calçamento que vem sendo destruído tem uma faixa de 2 metros de largura, que estava precária, mas, no geral, servia como espaço para caminhadas seguras. Agora estamos sujeitos a atropelamentos e a Prefeitura diz que a responsabilidade não é dela, mas da administração do parque, que vem arrebentando o calçamento e não pretende reconstruí-lo.

JOSÉ EDUARDO MEDRADO / SÃO PAULO

A Secretaria do Verde e do Meio Ambiente informa que o Parque do Ibirapuera está passando por um extenso processo de desimpermeabilização, que consiste na retirada de asfalto e concreto para colocação de grama. Isso também está ocorrendo nas calçadas. A ação tem como objetivo ampliar as áreas permeáveis e verdes dentro parque, beneficiando, assim, os usuários do espaço e o meio ambiente.

O leitor questiona: Dizer que 2 metros de largura de calçada vão ampliar a permeabilidade do parque é um absurdo. Acredito que esses funcionários burocráticos não têm o hábito de andar pelas alamedas do Parque do Ibirapuera. E uma questão não foi respondida: onde as pessoas poderão caminhar com maior segurança? A resposta é vazia e não justifica a ação predatória e insensata da secretaria, que não se preocupou em ouvir usuários do parque sobre a conveniência de manter as calçadas.

PANAMBY

Rua às escuras

Já é conhecido o descaso da Prefeitura com o bairro Panamby. Não é a primeira vez que reclamo da completa escuridão da Avenida Major Sylvio de Magalhães Padilha, ao lado do Parque Burle Marx. Há meses o local está sem iluminação, sem que providências sejam tomadas. Na Avenida Dona Helena Pereira de Morais, ao lado do parque, um poste foi derrubado há tempos e não foi reposto.

JOSÉ VALTER M. DE ALMEIDA

/ SÃO PAULO

A Secretaria de Serviços, por meio do Departamento de Iluminação Pública (Ilume), informa que realizou os reparos na Av. Dona Helena de Moraes. Uma equipe de manutenção foi ao local em 30/7 e substituiu as lâmpadas, normalizando a situação da via.

O leitor lamenta: A Av. Major Sylvio de Magalhães Padilha continua às escuras. A Ilume não só não soluciona o problema, como falta com a verdade perante os munícipes.

CHÁCARA SANTO ANTÔNIO

Recapeamento malfeito

Em julho a Prefeitura recapeou algumas ruas da Chácara Santo Antônio, bairro que vem sofrendo os efeitos negativos do "boom" imobiliário, como o crescimento desordenado, a violência, o trânsito, o barulho e a sujeira. Em 23/7 a Rua Engenheiro Mesquita Sampaio foi recapeada, mas um dia após o término do serviço o asfalto soltou e buracos surgiram. Creio que isso aconteceu não só pelo tráfego pesado intenso na via, mas sobretudo pelo serviço malfeito realizado. Como contribuinte, sinto-me desrespeitado. É dinheiro público jogado no lixo.

ANDRÉ EGREGGIO / SÃO PAULO

A Subprefeitura Santo Amaro esclarece que ocorreu um vazamento na galeria de águas pluviais, o que provocou o solapamento do asfalto da rua citada. Informou que o problema estava sendo solucionado e, concluído o reparo da galeria, o pavimento será refeito.

O leitor comenta: O serviço está sendo refeito porque não foi executado com qualidade.

AVENIDA NO BUTANTÃ

Estado de abandono

Há mais de dez anos a Avenida Eliseu de Almeida, que depois passa a se chamar Avenida Pirajuçara, não passa por manutenção. Ela está muito mal conservada e precisa ser reformada urgentemente!

WENDEL CORIOLANO / SÃO PAULO

A Secretaria de Coordenação das Subprefeituras informa, por meio da Superintendência das Usinas de Asfalto, que, neste ano, a Av. Pirajuçara foi contemplada com serviço de recapeamento no trecho entre as Av. Eliseu de Almeida e Intercontinental e que a outra parte da via está cadastrada para futuras etapas do programa de recapeamento.

O leitor ironiza: Fomos "contemplados" com um recapeamento parcial. A resposta não muda nem justifica a situação de abandono desta importante via.

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