Sem esgoto nem luz, mas com placas de ''vende-se''

SÃO SEBASTIÃO

Reginaldo Pupo, O Estado de S.Paulo

16 Julho 2011 | 00h00

Edivânia Félix da Silva, de 25 anos, saiu de Lagoa Nova (PB) e mora em um barraco de madeira com três filhos, de 1, 5 e 7 anos. Bem na frente da sua porta passa um pequeno córrego, por onde outros moradores que moram acima de sua casa jogam seu esgoto. "Captamos a água de uma cachoeira, não tem tratamento nenhum", completa o pintor Abimael Pereira dos Santos, de 30 anos, que saiu de Baixa Grande (BA) para viver na favela de Maresias. "Precisamos de saneamento aqui, mas uma vereadora disse que isso será difícil, pois estamos em situação irregular. Ela sugeriu que a gente faça e pague do próprio bolso", diz Edivânia.

A comunidade também enfrenta problemas com relação à segurança, saúde e na área social. Antonio Alfredo Valle de Oliveira, de Tavá (CE), precisou fazer um curativo. "Tive de procurar um posto a 31 km daqui, no Morro do Abrigo." Segundo ele, há só dois médicos no posto local. "Não dão conta." Casos mais graves são encaminhados para o pronto-socorro de Boiçucanga, a 8 km de Maresias, e até a prefeitura já busca outras soluções.

Vende-se. Apesar dos problemas, há dezenas de barracos à venda nas diversas vielas. Em um deles, há até uma placa indicando quem é o engenheiro responsável pela "obra".

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