Sem confete nem máscaras

A história do carnaval paulistano está repleta de episódios prosaicos. Em 1972, dez anos depois da proibição do lança-perfume, foi a vez de o confete de isopor cair no ostracismo. "O secretário (de Segurança Pública) Servulo Mota Lima já assinou uma resolução de 20 artigos que prevê, como novidade, a proibição do uso de confete de isopor", dizia reportagem publicada pelo Estado em 19 de janeiro daquele ano.

EDISON VEIGA, O Estado de S.Paulo

20 de fevereiro de 2012 | 03h02

No ano seguinte, a medida foi ainda mais rigorosa. "O folião paulista, da capital ou do interior, que usar máscara durante o carnaval estará infringindo as normas baixadas pela Secretaria da Segurança Pública", registrou a edição de 1.º de março de 1973 deste jornal (na foto em destaque, foliã paulistana usa máscara no carnaval de 1961).

Conforme a reportagem, o argumento da Secretaria de Segurança Pública para justificar a determinação foi que a proibição ajudaria a "garantir os festejos dentro de um clima de ordem, segurança e tranquilidade públicas".

Também havia um clima de censura nos desfiles das escolas de samba. Na época do regime militar, todos os carros alegóricos precisavam passar por vistoria prévia da Divisão de Diversões Públicas - só após autorização iam para a avenida.

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