Sem chuva, Ronaldo Fenômeno é destaque no 2.º dia de carnaval em SP

Atual campeã, Mocidade Alegre também emocionou público no Anhembi

Bárbara Ferreira Santos, Bruno Ribeiro, Diego Zanchetta, Marina Azaredo , O Estado de S. Paulo

02 Março 2014 | 16h13

SÃO PAULO - No ano da Copa do Mundo no Brasil, o maior artilheiro da história das Copas, Ronaldo Fenômeno, brilhou no sambódromo do Anhembi. Sem chuva, o segundo dia de desfiles do Carnaval de São Paulo teve como principal estrela o ex-artilheiro do Corinthians, homenageado pela Gaviões da Fiel. Segunda escola a desfilar na avenida, a Gaviões levantou a arquibancada. Ronaldo passou como destaque do último carro ao lado da namorada e da família. Do lado de fora do Anhembi, uma multidão esperava o Fenômeno. O craque precisou ser carregado por metros em uma empilhadeira para fugir do assédio do público na área de dispersão. Ninguém provocou tumulto igual no Anhembi em dois dias de desfiles.

A empolgação do desfile da Gaviões foi mantida em seguida, quando a Mocidade Alegre, atual bicampeã do carnaval de São Paulo, apareceu na avenida disposta a levar o tri com um enredo sobre a fé. A escola, no entanto, teve de acelerar o ritmo no final do desfile para conseguir terminar a apresentação nos exatos 65 minutos previstos. A presidente, Solange Bichara, que havia passado mal durante o desfile e precisou ser amparada por paramédicos, contou os minutos para que a escola conseguisse terminar dentro do horário estabelecido.

A chuva deu trégua na segunda noite de desfiles e caiu antes das apresentações, entre 19 horas e 20h30. Na madrugada do sábado, primeiro dia do Carnaval em São Paulo, o temporal foi tão forte que chegou a cair granizo e atrapalhou o desfile da Leandro de Itaquera e da X-9 Paulistana. 

DESFILES

Exaltando a boemia da Vila Madalena, bairro tradicional da zona oeste de São Paulo, a Pérola Negra abriu a segunda noite do Carnaval de São Paulo com um enredo sobre a felicidade.

Romance, paixões proibidas e amor foram temas abordados no desfile da Nenê de Vila Matilde. Durante todo o desfile, a escola soltou papéis coloridos para o alto e empolgou a plateia. A comemoração dos integrantes da escola depois dos desfiles foi grande. "Sou Nenê, sou Nenê, sou Nenê, tá pensando o que, tá pensando o que, tá pensando o que", gritavam os integrantes da escola após o desfile. A escola foi a que por mais tempo ficou tocando o samba na área de dispersão, levantando os integrantes depois da apresentação.

 

A Águia de Ouro, escola da Pompeia, na zona oeste, trouxe o enredo "A velha Bahia apresenta o centenário do poeta cancioneiro Dorival Caymmi". Com 3 mil integrantes, escola empolgou o público. Nas arquibancadas, o consenso era de que a apresentação da escola foi a melhor dos últimos anos. 

Conhecida por preferir gente da comunidade para integrar a comissão de frente e boa parte dos destaques, a Império de Casa Verde tentou fazer bonito ao trazer um tema difícil para a avenida: sustentabilidade. A escola não resgatou o mesmo glamour de desfiles que foram marcantes para o público, como os de 2008 e 2009. 

Neste ano, a escola mostrou na avenida como a revolução industrial trouxe consequências negativas para o meio ambiente e representou o papel do homem no processo de poluição e superaquecimento terrestre.Com o dia já clareando, a última escola a entrar na avenida no segundo dia de desfiles, a Acadêmicos do Tatuapé, empolgou pouco o público, já cansado. Com um enredo em homenagem a São Jorge, os integrantes da agremiação tentaram conquistar quem ficou até a última apresentação no sambódromo. 

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