Tiago Queiroz/Estadão
Tiago Queiroz/Estadão

Sem chuva há três dias, Cantareira sofre quinta queda consecutiva

Principal manancial de SP opera com apenas 15,7% da capacidade; Alto Tietê recuou pela 13ª vez, enquanto o Guarapiranga, pela 7ª

Felipe Cordeiro, O Estado de S. Paulo

21 de outubro de 2015 | 10h40

SÃO PAULO - Considerado o principal manancial de abastecimento de São Paulo, o Sistema Cantareira sofreu a quinta queda seguida nesta quarta-feira, 20, segundo relatório divulgado pela Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp). Em mais um dia sem chuva sobre os reservatórios, o nível de todos os outros sistemas que fornecem água para a capital e a Grande São Paulo caiu pelo segundo dia consecutivo.

De acordo com a Sabesp, os reservatórios que compõem o Cantareira operam com 15,7% do volume de água armazenado - 0,1 ponto porcentual a menos do que no dia anterior, quando estavam com 15,8%. Esse índice já considera duas cotas de volume morto, acrescentadas no ano passado, como se fossem volume útil do sistema. 

Há três dias não chove sobre a região do manancial, e a seca tem dificultado a recuperação do Cantareira, que subiu pela última vez em 4 de outubro, quando o nível passou de 16,6% para 16,7%. 

A pluviometria acumulada sobre o manancial está em 43,9 mm. O número representa apenas 34,1% de todo o volume esperado para outubro. A média histórica do sistema, que hoje atende 5,2 milhões de pessoas, é de 128,5 mm.

Segundo o índice negativo do Cantareira, que passou a ser divulgado após decisão judicial, o sistema também teve queda de 0,1 ponto e opera com -13,6%, ante -13,5% nesta terça-feira, 20. O terceiro índice sofreu a mesma variação negativa e aponta o volume de água represada em 12,1%.

Outros mananciais. Atualmente responsável por abastecer o maior número de clientes da Sabesp (5,8 milhões), o Guarapiranga teve a sétima baixa seguida. O sistema opera com 75,3% da capacidade, 0,3 ponto porcentual a menos do que no dia anterior, quando registrava 75,6%.

Em pior situação, o Alto Tietê caiu pela 13ª vez consecutiva. O sistema que atende cerca de 4,5 milhões de consumidores perdeu 0,1 ponto porcentual do volume de água e chegou a 14%, ante 14,1% na terça-feira. O índice leva em conta um volume morto, acrescentado ao cálculo no ano passado.

Em termos proporcionais, os Sistemas Alto Cotia, Rio Grande e Rio Claro sofreram as maiores quedas: 0,3 ponto. Menor dos seis principais mananciais da Sabesp, o Alto Cotia atende 410 mil pessoas e opera com 57,8% da capacidade, enquanto o Rio Grande, 1,4 milhão, e está em 84,9%. Já o Rio Claro (1,7 milhão) recuou para 55%.

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