Nelson Almeida/AFP
Nelson Almeida/AFP

Sem chuva, Cantareira fica estável e todos os outros sistemas caem

Principal manancial de São Paulo continua nesta sexta com 16,2% da capacidade; em crise, Alto Tietê recuou pelo oitavo dia seguido

Felipe Resk, O Estado de S. Paulo

16 de outubro de 2015 | 09h43

SÃO PAULO - Em mais um dia sem registrar chuva sobre a área dos mananciais de São Paulo, o Cantareira foi o único sistema hídrico a não sofrer perda de volume armazenado de água nesta sexta-feira, 16. Os dados são do relatório da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp), publicado diariamente.

Responsável por atender 5,2 milhões de pessoas, o Cantareira ficou estável após duas quedas consecutivas. Nesta sexta-feira, os reservatórios que compõem o sistema operam com 16,2% da capacidade, mesmo índice do dia anterior. O dado tradicionalmente divulgado pela Sabesp considera duas cotas de volume morto, adicionadas no ano passado, como se fossem volume útil do sistema.

A estiagem dos últimos dias tem dificultado a recuperação do manancial: a última vez que o sistema teve aumento da água represada foi em 4 de outubro, quando o sistema subiu 0,1 ponto porcentual, de 16,6% para 16,7%. Na ocasião, havia chovido 11,8 mm no dia anterior.

Já com mais da metade do mês transcorrido, a pluviometria acumulada está em 43,7 mm, o que representa cerca de 34% de todo o volume esperado para outubro. A média histórica é de 128,5 mm.

Segundo o índice negativo do Cantareira, que passou a ser divulgado após decisão judicial, o sistema teve queda de 0,1 ponto e opera com - 13,1%, ante - 13% no dia anterior. O terceiro índice sofreu a mesma variação negativa e aponta o volume armazenado de água em 12,5%. Na quinta-feira, 15, o volume estava em 12,6%. 

Outros mananciais. O Guarapiranga, atual responsável por abastecer o maior número de clientes da Sabesp (5,8 milhões), teve a segunda baixa seguida. Os reservatórios que compõem o sistema operam com 77% da capacidade, contra 77,1% no dia anterior.

Em pior situação, o Alto Tietê caiu pela oitava vez consecutiva. O sistema perdeu 0,1 ponto porcentual do volume de água e chegou a 14,5%, ante 14,6% no dia anterior. O índice já considera um volume morto acrescentado ao cálculo no ano passado.

Os Sistemas Rio Grande, Rio Claro e Alto Cotia caíram 0,3 ponto e operam com 85,7%, 55% e 59,5%, respectivamente.

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