'Sem as atividades, as crianças ficam na rua', reclama mãe

Na maioria das comunidades da periferia de São Paulo, os clubes-escola são a única opção de atividade para as crianças e para a terceira idade. Além do futebol e da capoeira, há aulas de natação, caratê, vôlei, dança e tênis - tudo de graça. Na maioria dos casos, as crianças ganham um lanche (pão com queijo e mortadela) e o uniforme.

O Estado de S.Paulo

18 de abril de 2013 | 02h06

"Tiraram o pouco que a gente tinha. Se não são essas atividades, as crianças ficam na rua", diz a dona de casa Elen Nascimento, de 36 anos, do Jardim Selma, na zona sul. Ela e a filha de 5 anos são usuárias do Clube Escola Vila Missionária: Elen faz ginástica e Ana Júlia, capoeira.

"Para as mães que trabalham é um benefício enorme", conta a enfermeira Daniele Dias, de 31 anos, cujo filho é usuário do mesmo clube-escola.

A diarista Rosângela Salvador, de 38 anos, tem quatro filhos no futebol do Clube Escola Novo Glicério, no centro. A entidade tem mais de 20 anos e já formou atletas que jogam futebol profissionalmente. "Vão tirar metade do lanche das crianças." / N.C.

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