Sem ar condicionado, júri de ex-PM é cancelado por causa de calor

Depois das 20h, sala da audiência contava apenas com ventiladores; sessão durou dez horas

Luciano Bottini Filho, O Estado de S. Paulo

05 Fevereiro 2014 | 16h32

SÃO PAULO - O júri do ex-PM Cláudio José da Fonseca, acusado de matar um perueiro em 2001, foi cancelado por causa do calor, após cerca de dez horas de julgamento. A dispensa dos sete jurados aconteceu depois da meia-noite, no começo da madrugada desta quarta-feira, 5, quando defesa e acusação entraram na fase de debates. Agora, um novo julgamento deverá ser marcado com a escolha de novos jurados.

A sessão da 1.ª Vara do Tribunal do Júri ocorria no plenário 8 do Fórum Criminal da Barra Funda, na zona oeste da capital. O ar condicionado do tribunal funciona até as 20 horas, e a sala de audiência contava apenas com ventiladores posicionados na frente dos jurados. A defesa do ex-PM pediu, então, o cancelamento do júri, o que foi aceito pela acusação.

O julgamento havia começado por volta das 14 horas. Sete testemunhas já tinham sido ouvidas, e o réu havia acabado de ser interrogado, quando o juiz determinou a dissolvição do corpo de jurados.

Fonseca é acusado de executar com 12 tiros o perueiro clandestino Sidney de Lima Advento, quando a vítima tinha 24 anos. Ele teria fugido de uma blitz do Comando de Policiamento de Trânsito (CPTran). A morte causou revolta de perueiros na época do crime. O ex-PM alegou legítima defesa.

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