Felipe Pinheiro/Prefeitura de Sorocaba/Divulgação
Felipe Pinheiro/Prefeitura de Sorocaba/Divulgação

Sem água, moradores invadem escolas em Sorocaba

Cidade está em estado de emergência em razão dos estragos causados por temporal que destruiu adutora; 500 mil estão sem abastecimento

José Maria Tomazela, O Estado de S.Paulo

02 Fevereiro 2017 | 14h13

SOROCABA - Prédios de 20 escolas infantis e creches da rede pública foram invadidos na madrugada desta quinta-feira, 2, em Sorocaba, no interior de São Paulo, por moradores em busca de água. Depois que um temporal destruiu uma adutora de 800 milímetros de diâmetro, na noite de terça-feira, 31, cerca de 500 mil pessoas estão sem abastecimento na cidade.

Com baldes e galões, os invasores arrombaram os portões para adentrar as unidades, que estavam fechadas. Desde a quarta-feira, 1º, Sorocaba está em estado de emergência em razão dos estragos causados pelo temporal. 

O prefeito José Crespo (DEM) informou que as invasões não serão tratadas como casos policiais. Conforme sua assessoria, Crespo entende que a ação foi motivada pelo desespero de famílias que já ficaram sem água nas torneiras. Ele determinou que as mesmas unidades sejam abastecidas por caminhões-pipas e funcionem como pontos de abastecimento para os moradores. A prefeitura obteve a cessão de 50 veículos para atender as creches e escolas municipais.

No início da tarde, os caminhões começaram a abastecer as unidades, escoltados pela Guarda Civil Municipal. Havia filas em alguns pontos de distribuição. A adutora que rompeu com as chuvas, com capacidade para 1,4 mil litros por segundo, é a maior do sistema de captação e tem 14 quilômetros de extensão, trazendo para a cidade a água da Represa de Itupararanga.

A prefeitura fez a contratação emergencial de uma empresa para acelerar os reparos, mas o abastecimento só deve ser normalizado na segunda-feira, 6.

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