Valéria Gonçalvez/AE
Valéria Gonçalvez/AE

Seis são presos em operação policial na Cracolândia

Operação desta quarta prevê o encaminhamento de viciados em crack para tratamento psiquiátrico

Diego Zanchetta, O Estado de S. Paulo,

22 de julho de 2009 | 10h32

Seis pessoas foram presas na manhã desta quarta-feira, 22, na região da Cracolândia, no centro de São Paulo. Três traficantes estão entre os presos e outras três pessoas que eram foragidas da polícia foram detidas. Na operação desta quarta, está previsto o encaminhamento de viciados em crack para tratamento psiquiátrico.

 

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Mas a internação só poderá ocorrer se o dependente, ao passar por alguma das 55 unidades do Caps (Centros de Atenção Psicossocial), for diagnosticado com problema mental grave. A internação psiquiátrica involuntária está prevista no artigo 6º da Lei Federal 10.216, de 6 de abril de 2001, e deve ser comunicada em 72 horas ao Ministério Público Estadual. Uma das autoridades municipais envolvidas na operação, que pediu sigilo do nome, negou que o procedimento seja uma internação compulsória (forçada e sem autorização do paciente).

Outras secretarias municipais e do Estado vão acompanhar a abordagem. À Secretaria Municipal de Assistência Social, por exemplo, caberá dar apoio a migrantes e dependentes que queiram voltar para as cidades de origem. Serão concedidas passagens de ônibus de graça para esses casos. A Guarda Civil Metropolitana (GCM) vai ajudar com bloqueios nas principais esquinas.

A saturação não vai estar limitada aos 362.000 m² do perímetro da Nova Luz, área que será revitalizada por meio de concessão à iniciativa privada. A recuperação da região é a principal bandeira do segundo mandato do prefeito Gilberto Kassab (DEM). A intervenção começou em 2005, quando o prefeito ainda era o atual governador José Serra (PSDB). Por enquanto, a área segue ocupada por viciados que já transitam em outros bairros da região central, como Santa Cecília e Barra Funda.

Anhangabaú

Segundo apurou a reportagem, a operação será estendida para outros pontos do centro onde existe o consumo de drogas, como as Praças da República e Julio de Mesquita e o Vale do Anhangabaú. A saturação do centro deve durar mais que os três meses médios da operação, realizada nos últimos dois anos em Paraisópolis, na zona sul, e no Jardim Elisa Maria, na zona norte da capital.

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