Marco Aurélio/Estadão
Marco Aurélio/Estadão

Seis PMs são presos por ação que teria provocado incêndio a ônibus

Um rapaz foi morto e outro ficou ferido durante abordagem policial, causando revolta entre amigos e vizinhos

Rodrigo Burgarelli, O Estado de S. Paulo

09 de dezembro de 2012 | 21h04

SÃO PAULO - No começo da noite deste domingo, a Polícia Civil prendeu seis PMs envolvidos na morte de Maycon de Moraes. Três estavam na viatura que supostamente trocou tiros com os jovens e serão indiciados por homicídio. Os demais, que eram de uma viatura de apoio, responderão por tentativa de homicídio. Com base em testemunhos de vizinhos e parentes, o delegado do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) Charles We Ming Wang entendeu que há indícios de execução e de que provas foram forjadas.

Ao longo do dia, o chefe de policiamento da PM na zona norte, coronel Audi Felix, havia dito desconhecer denúncias de truculência policial e que a abordagem do Passat, à primeira vista, teria sido "legítima".

"Em princípio, a ocorrência parece ter todos os indícios de uma ação legítima da Polícia Militar. Se houver indícios de ilegalidade da nossa parte, isso será apurado. A Polícia Militar não admite truculência. Nossa ação tem de ser com rigor, com vigor, mas nunca com violência."

Segundo o coronel, o Passat foi abordado por apresentar atitude suspeita, mas ele não soube precisar qual foi.

Quando foram anunciadas as prisões dos PMs, às 19h30, Felix disse haver "divergência na versão de policiais e testemunhas". "Pessoalmente fico triste pois são companheiros de trabalho. Torcemos para que toda a verdade venha à tona."

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