Acervo/Estadão
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Seis curiosidades sobre o Tremembé

Uma delas é a fonte de água "escondida" no terreno de um supermercado; a outra é dos tempos do cinema mudo

O Estado de S. Paulo

07 de setembro de 2015 | 19h43

Você sabia que no imóvel histórico em que funciona a Casa de Cultura Tremembé havia originalmente um cinema? Isso foi no fim dos anos 1920, quando os filmes eram mudos e bandas executavam ao vivo a “trilha sonora”. Conheça essa e outras curiosidades do bairro e do distrito da zona norte paulistana.  

1. Tremembé: é o nome do bairro e também do distrito da zona norte paulistana. A palavra de origem tupi significa terreno encharcado, pântano. Refere-se ainda a um grupo indígena do município de Itarema, litoral do Ceará (Área Indígena Tremembé de Almofala e Terras Indígenas São João do Buriti). No interior do estado de São Paulo, há uma cidade com esse nome.

2. Fazendinha: a sede da fazenda de Pedro Vicente de Azevedo, uma das grandes propriedades que depois de loteadas deram origem ao bairro, ficava provavelmente onde na esquina hoje formada pelas avenidas Nova Cantareira e Maria Amália Lopes Azevedo, a chamada Fazendinha. 

3. Recreio Holandês: durante cinco décadas, desde 1930, existiu ali perto, na Fazendinha, um restaurante chamado Recreio Holandês, da família teuto-holandesa Van Enck. Enquanto existiu, a casa foi frequentada pela colônia alemã do bairro, até os últimos remanescentes, e também por visitantes que vinham de outros cantos, muitas vezes no vaivém do trenzinho da Cantareira. 

4. Fontes escondidas: no terreno do Sonda, que fica no número 1251 da avenida Maria Amália Lopes de Azevedo, há uma antiga fonte de água natural. É a fonte São Pedro. Outras fontes esquecidas pela comunidade e o poder público no distrito do Tremembé seriam a Gioconda, na Vila Albertina (avenida Nova Cantareira), e a Fontalis (também na Maria Amália). 

5. Cinema mudo: nos anos 1920, o prédio em que hoje funciona a Casa de Cultura Tremembé pertencia a Manoel Pontes, que entre 1928 e 1930 fez funcionar ali uma sala cinema e de teatro. Era o tempo dos filmes mudos, em que a trilha sonora era executada ao vivo. Depois, o espaço foi ocupado por uma escola, até 1977. Então revezaram-se ali atividades do Clube de Mães da Paróquia de Tremembé, do Centro de Convivência da Terceira Idade, da Associação dos Alcóolicos Anônimos e do Lions Clube. No anos 2000, já administrado pela subprefeitura do Jaçanã/Tremembé, virou Centro de Convivência e Cultura Cora Coralina. Desde 2005, porém, é oficialmente Casa de Cultura Tremembé.

6. Museu Florestal: inaugurado em 1931, é o único museu especializado em madeira da América Latina e funciona dentro do Horto Florestal. Tem mais de 700 peças, 100 painéis de madeira, piso, forro e lustres feitos de pau-marfim, jacarandá paulista e imbuia. Há um marco simbólico da passagem do trópico de capricórnio pela reserva.

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