Seis curiosidades sobre o Jaguaré

Seis curiosidades sobre o Jaguaré

Quem idealizou o bairro de vocação industrial foi o sobrinho de Santos Dumont

O Estado de S. Paulo

13 de outubro de 2015 | 14h43

O engenheiro Henrique Dumont Villares planejou o Jaguaré arborizado, cheio de praças, com um lindo parque. Os funcionários das fábricas viveriam perto do trabalho, mas, ainda assim, à parte. Seria tudo bem organizado (indústria, comércio e casas: cada coisa em seu lugar). A realidade não saiu muito parecida com a encomenda. Em seus oitenta anos de história, porém, o bairro tem tentado contornar os desafios.

1. Jaguaré ("lugar onde existe onça", em tupi) era o nome de um ribeirão que nascia em Osasco e desaguava no Rio Pinheiros. 

2. O engenheiro Henrique Dumont Villares é autor do projeto que dividia o bairro em três áreas (industrial, comercial e residencial). Ele era sobrinho de Santos Dumont e nos anos de 1950 chegou a escrever um livro em que defende que seu tio é o pai da aviação.

3. A Ponte do Jaguaré custou a Villares 700 réis. Ela mudou a vida no bairro. Sua primeira versão foi inaugurada em 1942.

4.Villares pensava em um Jaguaré arborizado. Desenhou nas ruas, no projeto, com muitas praças. Ele também deu à Prefeitura 150 mil metros quadrados para a instalação de um parque que nunca saiu do papel.

5. No lugar do parque, desde as décadas de 60 e 70, instalou-se ali uma das maiores favelas do município, a Vila Nova Jaguaré, com mais de doze mil habitantes.

6. Nos anos de 1990, um prédio alto demais tirou parte da vista do Mirante do Jaguaré (na praça do relógio). A torre do "farol" tem 28 metros de altura e podia ser vista de vários pontos da marginal. Muita gente não se dá conta de sua existência (agora menos ainda, com a verticalização). Mas ela está lá e é uma referência entre os moradores.

7. No Censo Demográfico de 2010, os dados do distrito são os que mais se aproximam das médias registradas em toda a cidade. Por isso o Jaguaré pode ser considerado "a cara de São Paulo" (população de classe média, com renda perto de R$ 3,6 mil, que conquista bons serviços aos poucos e enfrenta diariamente os desafios de viver em um lugar que cresce de um jeito desfigurado).

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