''Sei que não pode, mas fui obrigado a parar o carro''

Motorista conta que só reagiu depois de levar uma facada no pescoço; ele agora se recupera dos ferimentos em casa

, O Estado de S.Paulo

07 Julho 2011 | 00h00

ENTREVISTA

Ronaldo Capistrano da Silva, de 40 anos, que levou uma facada

Como foi o crime?

Eu estava indo trabalhar em Santo Amaro (na zona sul), quando vi uma pedra enorme no meio da pista. Tentei desviar, mudei de faixa e quase capotei o carro. Sei que não pode, mas fui obrigado a parar porque o carro morreu, nem as marchas mudavam mais, e o protetor de cárter ficou destruído. Depois, percebi que antes do meu carro tinha uma van dando seta para mim, acho que o motorista estava querendo me alertar, mas já era tarde.

E a abordagem foi logo em seguida?

Parei do lado do carro para ligar para o seguro, quando um deles parou do meu lado, pediu as coisas e logo me deu uma facada no pescoço. Ele tinha cheiro de álcool e devia estar drogado, usava roupas velhas. Eu só reagi depois disso. Na briga, levei outra facada na mão, mas estou bem. Dei alguns pontos no Hospital Universitário e estou melhor e em casa.

Ele te roubou?

Sim, e depois assaltou um homem em um Corsa que vinha logo atrás de mim, que também parou por causa da pedra. Outra picape que veio atrás bateu no Corsa e eu vi ele sendo assaltado, como eu. Eles estavam em dois assaltantes.

Já tinha ouvido falar de crimes por ali?

Eu soube por conhecidos que na noite de ontem (terça-feira) aconteceu a mesma coisa, no mesmo lugar, passou até nas rádios também.

O senhor vai mudar de rotina?

Ainda não sei. Não é todo dia que vou trabalhar de carro mas, quando for, é bom ficar mais atento quando passar por lá.

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