Segurança pública ganha cada vez mais com tecnologia

As tecnologias implementadas pela Polícia Militar de São Paulo vêm coroando uma série de avanços sistemáticos que revelam uma polícia que desenvolveu obsessão por resultados e pela qualidade - já existem mais de 30 unidades policiais certificadas com o ISO 9000.

Análise: José Vicente da Silva Filho, O Estado de S.Paulo

31 de agosto de 2010 | 00h00

A polícia paulista, especialmente a Polícia Militar, passou a ter o foco das polícias do "Primeiro Mundo", ao orientar seu planejamento e suas operações por sistemas sofisticados de informações de qualidade que a própria instituição desenvolveu. O conceito de polícia comunitária, predominante na década passada, cede posição à supremacia da informação para orientar a estratégia de controle da criminalidade. O bom relacionamento com o público e com as comunidades ainda tem prioridade, mas também é pautado nas informações locais para orientar e compartilhar as soluções.

Os novos aparatos tecnológicos e a disponibilidade de informações funcionam como radares que informam os detalhes físicos, sociais e criminais de cada espaço de patrulhamento, o que torna o soldado, na base da hierarquia da PM, cada vez mais um policial que pensa e toma decisões, não mais um policial bronco que espera ordens de alguma central de rádio distante. Esses aparatos também constituem poderoso sistema de controle da ação policial, quanto à correção das ações e possíveis desvios funcionais, o que é vital para consolidar a credibilidade da instituição.

Mas esses avanços só estão sendo possíveis pelo lastro da sofisticada estrutura de treinamento, premiada por entidades de gestão de qualidade. Não é à toa que, enquanto a segurança pública desmorona na maior parte do País, o Estado de São Paulo bate recordes internacionais de queda da violência. A imensa e complexa capital paulista é a 192.ª cidade mais perigosa para os jovens brasileiros e tem hoje um sexto da violência de Salvador e menos da metade da violência de Curitiba, Brasília ou Washington, capital dos Estados Unidos. Apesar de todos os desafios à frente, há algo de muito bom ocorrendo na polícia paulista.

CORONEL DA RESERVA DA POLÍCIA MILITAR DE SÃO PAULO, FOI SECRETÁRIO NACIONAL DE SEGURANÇA PÚBLICA E CONSULTOR DO BANCO MUNDIAL

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