Felipe Rau/Estadão
Felipe Rau/Estadão

Segurança externa da Fundação Casa será feita por PMs de folga

Empresa terceirizada que fazia segurança de algumas unidades faliu; unidade de Guaianases, uma das que ficou sem o serviço, teve fuga de 33 internos

Isabela Palhares, O Estado de S. Paulo

29 de setembro de 2015 | 18h09

A Fundação Casa irá firmar convênio com a Secretaria de Estado da Segurança Pública para que policiais militares de folga possam fazer a segurança externa de suas unidades. Ao menos quatro unidades, localizadas na zona leste da capital paulista, ficaram sem vigilância na semana passada porque a empresa responsável faliu. 

De acordo com o secretário de Segurança Pública Alexandre de Moraes, os policiais poderão fazer a segurança dentro da escala da Diária Especial por Jornada Extraordinária de Trabalho Policial Militar (Dejem), que permite que trabalhem voluntariamente em suas folgas, com direito a uma remuneração adicional.

Na última semana, 33 internos da unidade Guaianases, que ficou sem segurança privada e teve agentes socioeducativos adaptados para a função de vigilantes, fugiram.  Somente neste mês, já foram cinco fugas em unidades da capital e da Região Metropolitana. Considerando o ano inteiro, a Fundação Casa totaliza pelo menos oito casos em que 184 internos escaparam. A maioria foi recapturada

Em nota, a Fundação Casa informou que está finalizando os trâmites para o convênio com a secretaria. 

Policiais Civis. O governador Geraldo Alckmin (PSDB) encaminhou nesta segunda-feira, 29, um projeto de lei para a Assembleia Legislativa que permite que policiais civis também possam trabalhar voluntariamente em jornadas extras, em suas folgas, para receber remuneração adicional, com a criação da Diária Especial por Jornada Extraordinária de Trabalho Policial Civil (Dejec). 

De acordo com o governo, a escala remunerada de trabalho tem como objetivo aumentar a renda dos policiais civis, como acontece com os militares, e reforçar o efetivo nas ruas, nas delegacias, no trabalho de investigação e atendimento à população.

O projeto prevê que cada policial poderá trabalhar até 8 horas diárias (fora da jornada normal), por até 10 dias no mês, ou seja, máximo de 80 horas, para que o serviço extraordinário não prejudique o descanso do policial civil. O valor pago aos delegados está estimado em R$ 204 por dia, contemplando 8 horas de trabalho. As demais carreiras receberão R$ 170 por dia.

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