Segurança de banco mata a própria mulher por ciúmes em Guarulhos

Arma usada no crime, uma calibre 38, pertence à empresa para a qual o assassino trabalha

Pedro da Rocha, do estadão.com.br,

02 Dezembro 2011 | 09h50

SÃO PAULO - O segurança de banco terceirizado Carlos Alberto da Silva, de 32 anos, matou, na noite de quinta-feira, 1, a própria mulher, Patrícia Lira Pereira, de 21 anos, dentro da casa onde moravam, no número 317 da Rua Cabuçu, no bairro de mesmo nome, em Guarulhos, na Grande São Paulo. O motivo de crime foi o ciúmes doentio que Silva sentia da esposa. A arma usada, uma Taurus calibre 38, pertence à empresa para a qual o segurança trabalha.

A mãe da vítima, Sônia Lira, que morava na mesma residência do casal, testemunhou a morte, e contou que Patrícia implorou pela vida. "Eles começaram a discutir e, quando ouvi gritos, forcei a porta da casa. Os dois estavam no quarto, meu genro batia nela e apontava a arma em sua direção. Eu tentei tirar a pistola dele. O Carlos ainda a apontou para meu neto, de oito anos, que veio ver o que acontecia. Um tiro foi disparado para o alto. Minha filha pediu para ele não machucar ninguém, mas acabou morta com uma bala na cabeça", relatou Sônia.

Carlos fugiu do local, e a mãe de Patrícia ajudou a socorrê-la ao Hospital Padre Bento, onde morreu. "Segurei ela nos braços, todo aquele sangue...", desabafou. Avisada, a Polícia Militar (PM) fez buscas na região, e encontrou e prendeu o segurança dentro de seu Gol de cor cinza, na Avenida Anna Rodrigues de Carvalho. "Se chegássemos um pouco depois, ele provavelmente teria atentado contra a própria vida. Pediu que nós o matássemos", contou o soldado Ezequiel Mota, da 2ª Companhia do 15º Batalhão.

Sônia disse que Carlos agredia Patrícia com frequência, e que a filha já havia registrado boletim de ocorrência com base na lei Maria da Penha. O casal tinha um filho de dois anos. O caso foi registrado no 2º Distrito Policial de Guarulhos.

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