Alex Silva/Estadão
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Segundo Fiesp, estiagem afeta todas as indústrias

Candidato derrotado ao governo, Skaf disse que produção foi pouco interrompida por causa da água de reúso e da captação própria

ANA FERNANDES, BRUNO RIBEIRO e VICTOR VIEIRA, O Estado de S. Paulo

05 Fevereiro 2015 | 21h07

O presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e adversário derrotado do governador Geraldo Alckmin (PSDB) nas eleições do ano passado, Paulo Skaf (PMDB), criticou nesta quinta-feira, 5, a gestão da crise pelo governo estadual. Ele ressaltou que, de alguma forma, todas as indústrias do Estado já estão sendo afetadas. 

Segundo Skaf, foi graças aos programas de reúso e captação própria de água que se registraram poucos casos de parada na produção. “A indústria, a exemplo do restante da sociedade, está se virando e vai continuar a se virar, não tem alternativa”, afirmou. “Temos de reconhecer que as chuvas foram poucas, mas você faz obras exatamente para o período de falta de chuvas. Tem regiões do mundo que são desertos e não falta água. Então, a responsabilidade do governo existe, sim. Houve falta de obras e de combate a vazamentos”, criticou. 

Ele destacou ainda que um terço da água tratada em São Paulo é perdida, o que equivale em um ano ao volume completo do principal manancial da região metropolitana, o Cantareira, de cerca de 1 bilhão de metros cúbicos. E, sem citar diretamente o nome de Alckmin, afirmou que faltou transparência para comunicar a gravidade da situação já no ano passado. “E agora, quem paga o pato é a sociedade. Veja a correria para interligar represas. Se há possibilidade de fazer isso, por que já não se fez? Faz depois da bomba estourada.” 

Estado. O secretário-chefe da Casa Civil do governo do Estado, Edson Aparecido, afirmou que Skaf está “errado e atrasado”. “Neste momento de desafio, que exige a união de todos, espera-se do presidente de uma entidade como a Fiesp atitudes propositivas e construtivas. Ele tem muito o que aprender com as sugestões já feitas por seus liderados no campo da expansão da água de reúso industrial, do aproveitamento de chuvas e de novas tecnologias voltadas à redução do consumo.” 

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