TIAGO QUEIROZ/ESTADÃO
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Segunda cota de volume morto do Cantareira pode acabar em março

Sabesp já projeta usar uma terceira reserva de 41 bilhões de litros, que ainda precisa de aval dos gestores do manancial

Fabio Leite, O Estado de S. Paulo

14 Janeiro 2015 | 21h23

SÃO PAULO - O presidente da Sabesp, Jerson Kelman, afirmou nesta quarta-feira, 14, que, se a seca continuar no Sistema Cantareira, a segunda cota do volume morto das represas poderá esgotar-se em março. E a empresa já projeta usar uma terceira reserva de 41 bilhões de litros, que ainda precisa de aval dos gestores do manancial.

Nesta quarta, restavam no sistema apenas 66,2 bilhões de litros nas represas, o que, segundo a Sabesp, representa 6,3% da capacidade do manancial. Na prática, o Cantareira opera com nível negativo em 23%. Para Kelman, a estiagem no maior manancial paulista está “pior” em 2015 do que no início do ano passado, quando a crise foi declarada pela Sabesp. 

Boletim diário da Agência Nacional de Águas (ANA) mostra que tem entrado neste mês nos reservatórios apenas 9,5 mil litros por segundo, apenas 15% da média histórica do mês, que é de 62,8 mil litros por segundo. Em janeiro de 2014, a vazão foi de 14,3 mil litros por segundo, ou 50% maior do que a atual. Diante do cenário, o diretor metropolitano da Sabesp, Paulo Massato, disse que “é preciso reformatar o voo” e “pensar medidas mais drásticas”.

Billings. Kelman disse ter pedido aos técnicos alternativas de fontes de água para 2015 porque as obras anunciadas só ficam prontas a partir de 2016. Está em estudo captar água da Represa Billings, que tem 600 bilhões de litros, mas baixa qualidade. “É uma caixa d’água enorme que em momento de urgência pode ser utilizada.” 

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