Secura permitiu registro de redemoinhos de fogo

As mudanças climáticas e as constantes queimadas provocaram o surgimento dos "caçadores" de redemoinhos de fogo no interior de São Paulo. Imagens desses fenômenos foram feitas nas regiões de Lins, Marília e Araçatuba, por profissionais da imprensa e pessoas comuns, que viraram observadores dos incêndios causados por queimadas.

Chico Siqueira, O Estado de S.Paulo

06 de setembro de 2010 | 00h00

"Nunca tinha visto em 20 anos de profissão. Eles deveriam existir, mas só agora foram filmados. Também hoje há sempre alguém com um celular com câmera do lado", comentou a meteorologista Rita Cerqueira Lopes, do Instituto de Pesquisas Meteorológicas (IPMet/Unesp), de Bauru. Ela explica que a formação ocorre em dias sem nuvens, com temperatura elevada num determinado local e diferente ao redor. "Isso provoca uma elevação desse ar quente, o que forma uma baixa pressão a uma determinada altura, causando os redemoinhos, que são de poeira e, nesse caso, de fogo", explicou Rita.

As imagens feitas pelo cinegrafista Luís Carlos Teodoro e pelo repórter Jackson Pinheiro, da TV Tem, ganharam os telejornais. No domingo, por mais de uma hora, os dois presenciaram a formação de redemoinhos de fogo, com até 8 metros, que se moviam sobre restos de uma plantação de cana, numa área rural entre Araçatuba e Birigui. "A gente se assustou mesmo quando um deles foi na direção da rodovia. Aí pensamos que os carros iam incendiar, o que não ocorreu", diz Ribeiro. Imagens semelhantes foram registradas pelo fotógrafo Édio Junior, do Jornal da Manhã, de Marília, numa queimada de canavial. "Nos meus 18 anos de profissão, nunca havia visto algo semelhante."

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