Secura e calor fazem ar ficar ruim em toda SP

Ontem, nenhuma das 12 estações de medição da cidade registrou qualidade boa

MURILO BOMFIM , ESPECIAL PARA O ESTADO, O Estado de S.Paulo

09 Outubro 2012 | 03h05

A alta temperatura e a baixa umidade na última semana fizeram aumentar os gases poluentes - principalmente ozônio - em várias regiões da cidade. Ontem, segundo dados da Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb), nenhuma estação de medição registrou qualidade do ar "boa". Em estado de atenção, o Ibirapuera estava entre os locais de maior incidência do gás: desde sábado, a classificação do parque é considerada "má".

Ontem, a temperatura chegou a 32°C na cidade. A máxima prevista para hoje é de 33°C, o que deve piorar ainda mais a qualidade do ar.

O ozônio é resultado da reação de gases emitidos por veículos e indústrias, intensa luz solar e calor elevado. "A quantidade do poluente não é muito diferente da registrada no ano passado, mas está alta", diz a gerente de Divisão da Qualidade do Ar da Cetesb, Maria Helena Martins. Típica da primavera, a formação do gás começa de manhã, tem picos entre 13h e 17h e queda no fim do dia.

"A presença do gás não tem relação com um local ser ou não arborizado, mas sim com a distância entre a região e as grandes avenidas", esclarece Maria Helena, ao falar da concentração na área do Ibirapuera.

Para o diretor do Laboratório de Poluição Atmosférica da USP, Paulo Saldiva, os meios de transporte são os maiores causadores do problema. "Há muitos veículos e congestionamentos. Calor gera poluição e poluição gera calor. É a tendência."

Frota. A Cetesb controla os índices de poluição no Estado e é agente do Programa de Controle da Poluição do Ar por Veículos Automotores (Proconve), que define teto de emissão de poluentes por automóveis. "A frota de carros aumenta na cidade, mas os carros novos, que poluem menos, substituem os mais velhos", explica Maria Helena.

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