Secretários divergem sobre a mudança

O secretário-adjunto municipal de Transporte, Pedro Luiz de Brito Machado, afirma que a SPTrans não vê problemas na troca do principal meio de transporte da cidade. "Por isso temos investido no Metrô", diz, ao se referir aos repasses da Prefeitura ao governo do Estado para a construção do monotrilho na zona leste. Os planos da SPTrans, diz ele, são de manter os ônibus mais para atender as viagens locais, do bairro à estação mais próxima.

O Estado de S.Paulo

27 de agosto de 2012 | 03h01

Já o secretário de Estado dos Transportes Metropolitanos, Jurandir Fernandes, responsável pelo Metrô e pela CPTM, disse que "não gosta da notícia" da redução do número de viagens nos ônibus. Ele diz crer que as melhorias na rede metroferroviária devem tirar carros das ruas - não gente dos ônibus. "A medida que a malha vai crescendo, muitos veem a vantagem de deixar o carro em casa. As viagens pendulares, de casa para o trabalho, devem ser feitas de transporte público."

Para o engenheiro de tráfego Sergio Ejzenberg, o esvaziamento dos ônibus está relacionado ao aumento da rede do Metrô e à falta de investimento nos corredores exclusivos da SPTrans. Ejzenberg critica uma das saídas do Metrô para aliviar o trânsito, os monotrilhos. "Custam a metade do preço do Metrô, mas transportam metade dos passageiros." O engenheiro de tráfego Claudio da Cunha Barbieri, diz que as obras do Metrô demoram e questiona se a rede futura dará conta da demanda. / B.R. e J.D.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.