Secretário jurídico de Doria diz que fusão com CGM está em estudo

Doria falou sobre integração em entrevista na segunda; segundo Anderson Pomini, reorganização não significará perda de independência da Controladoria

Eduardo Laguna e Lígia Morais, O Estado de S. Paulo

08 Novembro 2016 | 20h53

SÃO PAULO - O advogado Anderson Pomini, que será o secretário de negócios jurídicos de João Doria (PSDB) na Prefeitura de São Paulo, disse nesta terça-feira, 8, que a incorporação da Controladoria do município à sua pasta ainda está em análise pela administração que assumirá a Prefeitura de São Paulo em janeiro. Na noite de segunda, em entrevista no programa "Roda Viva", Doria afirmou que as duas serão integradas.

"A ideia é prestigiar a Controladoria sem que ela tenha status de secretaria, nos moldes que se encontra hoje", afirmou Pomini, após representar Doria em evento realizado na zona norte da capital paulista que reúne prefeitos eleitos do Estado.

Pomini disse que a fusão das duas pastas faz parte de um estudo que está sendo feito em todas as secretarias para reduzir custos da Prefeitura. Assegurou, porém, que a reorganização não significará perda de independência da Controladoria Geral do Município (CGM), criada no início da administração do atual prefeito, Fernando Haddad (PT), para prevenir e combater a corrupção na gestão municipal.

"Claro que a intenção é fomentar e oferecer melhor estrutura à Controladoria, tendo em vista que os números falam por si (...) O trabalho da Controladoria é absolutamente indispensável e deverá ser aprimorado ainda mais". 

Em entrevista ao Estado, o promotor de Justiça, Roberto Porto, disse ser contra a fusão e afirmou que a Controladoria não é deficitária. Porto foi controlador-geral do município de janeiro de 2015 até março deste ano. "A CGM é um investimento, já que para cada R$ 1 gasto com o órgão, ele traz um retorno de R$ 5", aponta.

Porto deixou o cargo após decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de tornar inconstitucional a nomeação de funcionários do Ministério Público para o Executivo.

O promotor afirmou que a CGM não passa por um esvaziamento no quadro de funcionários. Porto disse que o órgão contratou cerca de 30 pessoas neste ano e que deve realizar mais contratações até o final de 2016.

 

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