Secretário faz críticas à falta de segurança na Av. Brasil, no Rio

SAP confirmou a dispensa de blindados e escolta por diretor de Bangu 3, enterrado nesta sexta-feira

Agência Brasil ,

17 de outubro de 2008 | 18h22

O enterro do diretor do presídio de Bangu 3, tenente-coronel José Roberto Lourenço do Amaral, assassinado na manhã de quinta-feira, 16, foi marcado por críticas à falta de segurança no local onde o diretor da unidade foi morto com 60 tiros, a Avenida Brasil. O secretário de Administração Penitenciária (SAP) do Rio, César Rubens Monteiro de Carvalho, confirmou que o tenente-coronel dispensou o uso de carros blindados e a escolta pessoal, o que, segundo ele, não impediria o crime. "Não existe blindagem que suporte 60 tiros de fuzil compactos no mesmo ponto. Não havia hipótese de ele sobreviver", disse.   Veja também: Diretor de Bangu 3 é enterrado; agentes contradizem Beltrame   Para o secretário, o "grande questionamento" deve ser em relação à falta de segurança no local. "O que a gente tem que avaliar é até que ponto dez pessoas andam em dois veículos, com dez fuzis, às 8 horas da manhã, em uma via pública, urbana, e executam um plano que elaboraram."   O comandante geral da Polícia Militar, Gilson Pitta Lopes, também esteve no enterro. Ele rebateu as afirmações do secretário ao dizer que a PM está em todo o estado, demonstrando trabalho por meio de prisões, apreensões e enfrentamentos. "A Avenida Brasil é uma via de trânsito rápido. Cabe à PM o patrulhamento motorizado, feito por nossos batalhões", garantiu.   O comandante disse também que a corporação ajudará nas investigações. "Se necessário for, para chegarmos a esses algozes, estaremos presentes". Até agora, nenhum suspeito foi identificado. José Roberto Lourenço é o sétimo diretor de presídio do Rio morto nos últimos oito anos. Ele foi enterrado com honras militares no Cemitério Jardim da Saudade. Compareceram ao local cerca de 500 pessoas.   Durante o enterro, as duas autoridades prometeram retaliações aos envolvidos no assassinato, mas garantiram que não buscam vingança. O secretário de Administração Penitenciária acenou, por exemplo, com a redução de benefícios, caso os culpados sejam atuais presidiários.   "No tocante à parte administrativa, adotaremos todas as medidas que vão desde a suspensão de benefícios como visita íntima, visita e banho de sol com maior ou menor freqüência à redução de atividades na unidade. Tudo o que estiver na esfera administrativa", disse Monteiro.   Nesta sexta-feira, 17, o Clube de Cabos e Soldados da PM ofereceu recompensa de R$ 2 mil por informações que levem aos responsáveis pelo crime. O telefone para denúncias é (21) 8181-7304.

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